- Na quinta-feira, a Superintendência da Polícia Federal na Bahia deflagrou operação contra um esquema de tráfico de cocaína da Máfia dos Balcãs.
- As narcolanchas são usadas para transporte rápido em rotas curtas ou para abastecer embarcações maiores em alto-mar, dificultando o rastreio pelas autoridades.
- O fluxo começa na América do Sul (Bolívia, Peru e Colômbia), passa pelo Brasil, faz escala na África Ocidental e chega a Europa, com os portos de Santos e Salvador atuando como intermediários e Cabo Verde como ponto de reabastecimento.
- Em 2023, o veleiro Oceania Dos foi apreendido com 2,8 mil toneladas de cocaína a seiscentas milhas náuticas de Cabo Verde, operação que embasou a investigação Balcãs.
- O Cartel dos Balcãs é um dos principais compradores de cocaína brasileira, e criminosos têm ajustado rotas e adotado narcossubmarinos e embarcações semissubmersíveis para evitar interceptação.
A Polícia Federal confirmou uma evolução na atuação do crime organizado na rota marítima para a Europa. A investigação revela o uso de narcolanchas, embarcações rápidas e de baixo perfil, para transportar cocaína de forma mais ágil e discreta.
Na operação realizada nesta quinta-feira (11), a PF na Bahia desarticulou um esquema ligado à Máfia dos Balcãs. O fluxo envolve produção em países latino-americanos, passagem pelo Brasil e chegada à Europa via África Ocidental.
A rota começa com a cocaína proveniente de Bolívia, Peru e Colômbia, seguindo pelo Brasil e chegando a Cabo Verde, onde há reabastecimento e transbordo para a Europa. Santos e Salvador atuam como pontos intermediários.
As narcolanchas, que incluem modelos semi-rígidos e infláveis, permitem entrega rápida em curtas distâncias ou abastecimento de embarcações maiores no oceano, dificultando interceptações em alto-mar.
Essas embarcações trazem vantagens táticas ao crime organizado, como menor visibilidade no radar, facilidade de manuseio e velocidade superior à de barcos de patrulha comuns, ampliando o tempo de alcance entre etapas.
Modelos de embarcações também aparecem como parte da espinha dorsal da rota, com veleiros para travessias longas e narcossubmarinos para discrição máxima, segundo a investigação. A Marinha Portuguesa já apreendeu um submersível com cocaína.
A operação que cumulou com a apreensão de embarcações e ácido suporte reforça a atuação do PCC sem fronteiras e a presença de organizações balcânicas no circuito de drogas exportadas pelo Brasil. O caso segue sob investigação.
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