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Guerra de drones cria faixa de 50 km na Ucrânia

Zona de destruição por drones alcança até 50 quilômetros, impondo risco extremo a veículos, blindados e tropas na linha de frente

Drone russo do tipo Shahed-136 é encontrado na região de Vinítsia, na Ucrânia, em março de 2024
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  • A faixa de destruição monitorada por drones já alcança até 50 quilômetros da linha de frente na Ucrânia, onde veículos, blindados e tropas podem ser destruídos em minutos.
  • Autoridades ucranianas, incluindo Davyd Aloian, dizem que algumas áreas têm cobertura tão intensa que quase nenhum veículo consegue operar sem ser identificado e atacado rapidamente.
  • O presidente Volodymyr Zelensky classificou essas zonas como “zonas da morte”, afirmando que tanques e blindados que entram nelas são destruídos.
  • Analistas do Instituto para o Estudo da Guerra apontam dificuldades para concentrar grandes forças perto da frente, levando à realocação de centros logísticos, comandos e artilharia para longe do conflito direto.
  • A Ucrânia conseguiu operar alguns equipamentos próximos à linha de frente, enquanto drones são creditados por cerca de noventa por cento das perdas russas, segundo Zelensky.

A guerra na Ucrânia ganhou uma nova dimensão com a expansão de áreas monitoradas por drones ao longo da linha de frente. Autoridades ucranianas falam em uma chamada zona de destruição que, em alguns trechos, alcança até 50 quilômetros, tornando grande parte do território vulnerável a ataques rápidos.

Segundo Davyd Aloian, vice-secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, há setores com cobertura de drones tão intensa que veículos e tropas podem ser destruídos em minutos ao avançar. Esses trechos são descritos como zonas de morte pela vigilância constante.

Oleksandr Mischenko, vice-ministro das Relações Exteriores, afirma que a profundidade dessas áreas varia entre 20 e 40 quilômetros em diversas regiões, ressaltando que os drones mudaram drasticamente o modo de travar o conflito.

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, classificou esses espaços como zonas da morte, onde tanques e blindados que entram acabam destruídos. Ele aponta os drones como principal instrumento de combate próximo à linha de frente.

Especialistas ressaltam que a escala atual do uso de drones diferencia o conflito de guerras anteriores. A presença maciça dessas aeronaves torna as áreas maiores, mais persistentes e mais difíceis de evitar.

Dmytro Zhluktenko, ex-piloto de drones ucraniano, diz que a área de risco continua a crescer, mas entrar nesses locais não implica morte certa. Em alguns casos, soldados permanecem operando por longos períodos e há rotação de pessoal.

A saturação do campo de batalha levou ambos os lados a reposicionar alvos estratégicos, como centros logísticos e sistemas de comando, para ficar longe da linha de frente, em busca de menor vulnerabilidade.

Analistas do Institute for the Study of War destacam que Rússia e Ucrânia enfrentam dificuldades para concentrar tropas pesadas perto da frente sem serem detectadas, o que freia avanços decisivos de qualquer lado.

Ainda assim, a Ucrânia tem conseguido operar alguns equipamentos mecanizados mais próximo da linha de frente, prática quase impossível há um ano devido ao alto uso de drones.

A proliferação dos drones transformou o conflito em um laboratório de táticas modernas. Zelensky já afirmou que os drones ucranianos respondem por grande parte das perdas russas na frente, o que tem levado países ocidentais a acompanhar e investir em tecnologias semelhantes.

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