- Organizações de direitos humanos destacam abusos e violações nos países-sede da Copa do Mundo FIFA de 2026, apontando riscos para torcedores, jogadores, jornalistas e comunidades locais.
- A Anistia Internacional lançou o relatório Humanity Must Win e critica a crise de direitos humanos durante o torneio; a Aliança Esporte e Direitos enviou carta aberta a Gianni Infantino pedindo respeito aos direitos humanos.
- Nos EUA, mais de 120 organizações lançaram guia de viagem para quem vai ao país, orientando sobre direitos a serem assegurados; a FIFA reiterou compromisso com direitos humanos conforme seu estatuto.
- Casos de restrição de vistos/entrada cresceram, incluindo árbitro somali Omar Artan (impedido de entrar nos EUA), fotógrafo iraquiano Talal Salah e membros da equipe do Irã; ações são citadas por organizações de direitos.
- Em matéria de liberdade de expressão, alertas foram emitidos por CPJ e RSF; Canadá e México também enfrentam preocupações com protestos, fronteiras e violência contra jornalistas, além de riscos para pessoas em situação de rua no Canadá durante o evento.
Pouco além de futebol, a Copa do Mundo FIFA 2026 (EUA, México e Canadá) acende debates sobre direitos humanos. Organizações de defesa destacam abusos que acompanham o torneio e repercussões nas redes de torcedores, jornalistas e trabalhadores.
Relatórios de direitos humanos apontam riscos para torcedores, atletas, imprensa e comunidades locais. A Anistia Internacional divulgou o documento Humanity Must Win, destacando crise de direitos humanos durante o evento.
A Sports and Rights Alliance enviou carta a Gianni Infantino pedindo respeito às liberdades durante a competição, com o slogan Mantenha o mundo na Copa do Mundo. Em paralelo, uma coalizão nos EUA criou um guia de viagem sobre direitos para quem vai ao país.
Liberdades de expressão e de imprensa em xeque
Nos EUA, grupos de imprensa notificam maior vigilância e fiscalização de imigração associadas ao torneio. No México, ataques a jornalistas são monitorados como tema de preocupação permanente para coberturas do Mundial.
A RSF e o CPJ alertam para riscos de repressão a jornalistas. O ranking de liberdade de imprensa aponta que os EUA ocupam posição crítica, com históricos de violência e abusos durante grandes eventos.
O CPJ recomenda precauções a profissionais que cobrem a Copa, citando assédio, detenções e ameaças. No México, a violência contra repórteres é destacada como problemática sistêmica.
Pessoas em situação de rua no Canadá
O Canadá enfrenta temores de desalojos de pessoas em situação de rua durante a organização da Copa. Em Toronto, foram criadas áreas de exclusão de protestos, gerando críticas de organizações de direitos humanos.
Em Vancouver, reaparecem questões de acesso a serviços básicos para moradores de rua, com preocupações sobre a preservação de pertences e apoio social. A Anistia Internacional reforça a necessidade de proteção a esses grupos.
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