- O professor Mikhail Verbitskiy, pesquisador do Impa, foi detido no Aeroporto Internacional de Zvartnots, em Yerevan, Armênia, na quinta-feira anterior (11), a pedido da Rússia.
- O Impa informou a prisão e solicitou a liberação imediata dele para retorno ao Brasil e continuidade de atividades acadêmicas.
- Verbitskiy é doutor em matemática pela Universidade Harvard e atuou no Instituto de Estudos Avançados (IAS) em Princeton; chegou ao Brasil em 2011 via FAPESP e Unicamp, e integrou o Impa em 2017.
- O pesquisador é reconhecido por contribuições em geometria complexa, variedades hiperkähler, geometria simplética, variedades Kähler e quatérnios.
- A Sociedade Brasileira de Matemática manifestou preocupação e acompanhará os desdobramentos para que ele possa retomar suas atividades em segurança.
O professor Mikhail Verbitskiy, ligado ao IMPA, foi detido na Armênia a pedido da Rússia. A prisão ocorreu no Aeroporto Internacional de Zvartnots, em Yerevan, por uma lista de procurados de natureza política, segundo o instituto carioca.
A detenção foi efetuada na última quinta-feira, 11, e anunciada no sábado, 13. O IMPA solicitou às autoridades armênias a liberação imediata dele e o retorno seguro ao Brasil para continuidade das atividades acadêmicas.
Verbitskiy é reconhecido internacionalmente por contribuições na geometria complexa e em variedades hiperkähler. Está no IMPA desde 2017 e atua na formação de novos pesquisadores no Brasil.
O IMPA afirmou que a prisão compromete o livre exercício do pensamento e a segurança de pesquisadores, pilares do avanço da ciência. O instituto pediu apoio para sua liberação e retorno.
A Sociedade Brasileira de Matemática expressou preocupação com o caso e destacou a relevância científica do professor. A entidade informou que acompanhará os desdobramentos para que ele possa retomar atividades.
Sobre a trajetória, Verbitskiy obteve doutorado pela Universidade Harvard, com tese em coautoria com David Kazhdan. Passou sete anos nos EUA, atuando no IAS, em Princeton, antes de vir ao Brasil.
Chegou ao Brasil em 2011, por meio de bolsa da FAPESP para colaborar com a Unicamp. Em 2017 ingressou no IMPA, com pesquisas em geometria simplética, hiperkähler, variedades Kahler e quatérnios.
Entre na conversa da comunidade