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Violência de gangues no Haiti desloca quase 600 mil pessoas em 2025

ACNUR aponta que a violência de gangues no Haiti expulsou quase 600 mil pessoas em 2025, elevando deslocados internos a 1,4 milhão

Haitianos fugiram enquanto gangues do país invadiam a capital
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  • Violence de gangues no Haiti deslocou 574.300 pessoas em 2025, elevando o total de deslocados internos no país para 1,4 milhão.
  • Globalmente, 68,7 milhões de pessoas estão deslocadas internamente, segundo o relatório anual da ACNUR.
  • No Haiti, a violência, desordem civil e confrontos em Porto Príncipe levaram a um aumento de 38% no total de deslocados em 2025.
  • Em outubro de 2025, foi criada uma Força de Supressão de Gangues por resolução do Conselho de Segurança para melhorar a segurança de haitianos.
  • O IRC alerta que Haiti e Colômbia estão entre os 10 países com maior risco humanitário para 2026; ataques com drones mataram mais de 1.200 pessoas desde 2025, incluindo pelo menos 17 crianças.

A violência de gangues no Haiti fez quase 600 mil moradores migrarem dentro do país em 2025. Porto Príncipe concentra grande parte dos confrontos, gerando deslocamentos em massa. O total de deslocados internos no Haiti chegou a 1,4 milhão no fim de 2025, segundo a ACNUR.

O relatório anual de tendências globais da ACNUR aponta que, globalmente, 68,7 milhões de pessoas estão deslocadas dentro de seus países. O Haiti figura entre os focos de maior risco, mesmo sem liderar a lista de países com mais deslocados.

Em 2025, a violência relacionada a gangues, a desordem civil e ataques a civis aumentaram o tempo inteiro, principalmente nas áreas da capital. Foram deslocados internamente pouco mais de 574 mil haitianos, elevando o total para 1,4 milhão.

A ACNUR também destaca violações de direitos humanos e altos índices de violência de gênero no Haiti. Em outubro de 2025, uma Força de Supressão de Gangues foi criada por meio de resolução do Conselho de Segurança para combater o problema.

Na América Latina, a Colômbia segue com o maior número de deslocados internos, em 7,211 milhões em 2025, queda de 0,74% frente a 2024. A instabilidade decorre de violência de diversos grupos armados.

Deslocamento humano e vigilância internacional

O Comitê Internacional de Resgate, IRC, mantém Haiti e Colômbia sob vigilância de risco elevado para crises em 2026. O IRC aponta que crises se expandem mais rápido do que a capacidade de resposta internacional.

O estudo alerta ainda para o uso crescente de drones em conflitos no Haiti. Desde 2025, mais de 1.200 pessoas morreram em ataques com drones, incluindo ao menos 17 crianças. A tecnologia facilita ataques em áreas pobres e periféricas.

O IRC acrescenta que o sistema de ajuda humanitária está sob pressão global. As finanças para atendimento aos países frágeis vêm recuando, o que reduz a capacidade de resposta a emergências.

No conjunto, o relatório destaca que o mundo vive uma fase de instabilidade crescente, com quedas relativas de recursos destinados à proteção de refugiados e à assistência humanitária em meio a crises prolongadas.

Consequências e perspectivas

A publicação ressalta que o Haiti continua entre os países com maior vulnerabilidade humanitária. A violência armada impacta civis e dificulta o retorno seguro de deslocados.

Segundo dados da ACNUR, 118 milhões de pessoas estão deslocadas globalmente, com 68,7 milhões sem retorno próximo. Deslocamentos prolongados somam-se a padrões de crise que persistem.

O IRC alerta que quase 60% dos deslocados não cruzaram fronteiras, permanecendo dentro de seus países. Retornos sem condições adequadas podem gerar novos deslocamentos.

O relatório indica que reduzir a ajuda internacional e os mecanismos de proteção aumenta a pressão sobre as populações vulneráveis. Haiti e Colômbia aparecem entre os países com maior necessidade de apoio.

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