- Acordo entre EUA e Irã abre caminho para o fim do conflito de três meses e pode levar à reabertura gradual do Estreito de Ormuz.
- As ações globais operam em alta: bolsas europeias +0,9%, Nasdaq 100 +2,1% e S&P 500 +1,3%; Brent fica abaixo de US$ 84 por barril.
- Ouro e Bitcoin registram ganhos expressivos; o dólar recua para o menor nível em duas semanas; títulos europeus performam melhor que os globais.
- A abertura de Ormuz deve ocorrer de forma gradual, com foco na normalização dos fluxos de petróleo, que pode levar meses.
- Em emergentes, há mudanças nas apostas de juros: cortes no Brasil, manutenção no Chile e preferência por mercados de alto carry; a BCE sinaliza possibilidade de novos aumentos.
O mercado global reagiu com alta nesta segunda-feira, 15 de junho, após o anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã que pode facilitar o fim do conflito na região e abrir espaço para a reabertura do Estreito de Ormuz. O petróleo recuou para o menor nível em três meses.
As bolsas europeias subiram cerca de 0,9%, superando patamares anteriores ao conflito. Nos EUA, o Nasdaq 100 avançou 2,1% e o S&P 500 subiu 1,3%, impulsionados pela expectativa de normalização dos fluxos de petróleo no Oriente Médio. O Brent caiu abaixo de 84 dólares por barril.
O acordo Washington-Teerã постепенно tende a reduzir o prêmio de risco nos preços do petróleo, o que pode aliviar políticas anti-inflacionárias. Analistas destacam que a reabertura total do estreito ainda depende de negociações e de um cronograma claro.
A frase de um gestor resume o clima: o apetite por risco retornou, mas há dúvidas sobre o timing de uma operação completa no Estreito de Ormuz. A incerteza sobre a duração da normalização preocupa mercados que acompanham a inflação global.
A reabertura de Ormuz deve ocorrer de forma gradual, com avaliações de especialistas de que fluxos de petróleo podem retornar em meses, não imediatamente. A expectativa é de estabilização dos preços e maior previsibilidade para fornecedores.
Entre os demais destaques, investidores observam perspectivas de política monetária em emergentes. Há apostas em cortes de juros no Brasil, manutenção no Chile e atratividade de mercados de alto carry, como Brasil, Colômbia, Hungria e África do Sul.
Na parte europeia, o BCE sinalizou possível continuidade de ajustes para conter inflação, com a alta de energia como gatilho para reajustes adicionais. A instituição aponta riscos de propagação de pressões para salários e serviços.
Segundo a Bloomberg News, as atenções permanecem voltadas para a evolução das negociações entre EUA e Irã e para os impactos na oferta global de petróleo, bem como para as decisões de política monetária em mercados emergentes.
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