- Memorando de entendimento anunciado entre os Estados Unidos e o Irã prevê interrupção das hostilidades e reabertura do Estreito de Ormuz, sem tarifas, com assinatura prevista em Genebra.
- O acordo estabelece uma trégua de sessenta dias para avançar negociações sobre o programa nuclear iraniano, sanções econômicas e segurança regional.
- O texto completo não foi divulgado oficialmente e muitos detalhes dependem de futuras negociações e declarações de autoridades.
- Israel fica de fora do acordo; autoridades israelenses sinalizam manter zonas de segurança no Líbano, em Gaza e na Síria e reagir a ataques ligados ao conflito.
- O mercado reagiu com alívio: petróleo caiu e ações subiram, mas persiste a dúvida sobre a efetiva reabertura de Ormuz e o andamento das negociações.
Estados Unidos e Irã anunciaram na noite de domingo um memorando de entendimento para encerrar o conflito entre as duas nações. A notícia provocou alívio nos mercados, com altas em bolsas e queda nos preços do petróleo e nos rendimentos de títulos. A assinatura formal ainda não ocorreu.
O texto da acordo não foi divulgado oficialmente, e muitos pontos sensíveis ainda serão discutidos. Segundo o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, o memorando está pronto para assinatura na sexta-feira, em Genebra, na Suíça, e prevê fim permanente da hostilidade em todas as frentes.
O que se sabe é que o acordo prevê a interrupção imediata dos confrontos e a reabertura do Estreito de Ormuz, estratégico para o comércio global de petróleo, sem tarifas. Também foi acertada uma trégua de 60 dias para avanços em questões como programa nuclear, sanções e segurança regional.
Ainda há dúvidas sobre os termos. O Irã condiciona negociações nucleares a desbloqueio de recursos congelados, pedido que Washington rejeita. O presidente dos EUA afirmou repetidamente que o Irã não terá arma nuclear e que novas ações militares estão previstas se as negociações falharem.
A reabertura do Estreito de Ormuz não está confirmada até o momento. Autoridades iranianas citaram arranjos internos para autorizar a navegação, enquanto o governo global acompanha a evolução, pois a passagem impacta a oferta de petróleo e os preços.
A assinatura não encerra o conflito de vez. Analistas veem redução de tensão no curto prazo, mas destacam incerteza sobre avanços nos temas centrais, que permanecem pendentes de negociação futura entre as partes.
O papel de Israel permanece fora do acordo, gerando preocupação regional. O país tem atuado no Líbano, Gaza e Síria, e permanece atento a desdobramentos vinculados ao Irã, com possibilidade de respostas caso haja ataques ligados ao conflito.
Os mercados responderam positivamente ao anúncio inicial, com queda do preço do barril e queda nos rendimentos globais. No Brasil, o Ibovespa registrou ganhos após a notícia, refletindo o ambiente de menor aversão a risco.
O próximo marco é a cerimônia de assinatura, marcada para sexta-feira, em Genebra. A lista de participantes ainda não foi divulgada, mas a presença de autoridades iranianas e de representantes de países da região pode sinalizar apoio político ao acordo.
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