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Acordo EUA-Irã, reabertura de Ormuz, sanções e programa nuclear

Ormuz será reaberto e o bloqueio naval aos portos iranianos será suspenso após a assinatura do memorando, em acordo para pôr fim à guerra

Tanto o Irã quanto os EUA afirmaram que o estreito de Ormuz começará a ser reaberto
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  • Estados Unidos e Irã, com a mediação do Paquistão, anunciaram um memorando para encerrar a guerra, com assinatura prevista na Suíça na sexta-feira.
  • O acordo prevê a reabertura imediata do estreito de Ormuz e a suspensão do bloqueio naval aos portos iranianos assim que o memorando for assinado.
  • O Irã concorda em não produzir nem adquirir armas nucleares e, enquanto não houver acordo final, congelará atividades nucleares; os EUA podem diluir estoques de urânio sob um acordo abrangente.
  • Não haverá novas sanções dos EUA até o acordo final; haverá suspensão de sanções petrolíferas por um período e liberação de ativos iranianos, estimados em cerca de US$ 25 bilhões, com planos de reconstrução dentro de sessenta dias.
  • O anúncio também prevê o fim das operações militares no Líbano e a suspensão de ataques israelenses, com responsabilidade de implementação atribuída aos EUA.

O governo dos Estados Unidos anunciou a conclusão de um acordo preliminar com o Irã para encerrar a guerra entre as partes. O entendimento prevê a abertura imediata do estreito de Ormuz, rota chave do petróleo, e a suspensão do bloqueio naval dos EUA na região. A assinatura do memorando deve ocorrer na Suíça, na sexta-feira, conforme informado pelo Paquistão, mediador no processo.

O Paquistão confirmou que, após a assinatura, o memorando será publicado e as negociações sobre disputas mais complexas, como o programa nuclear e as sanções, seguirão nos próximos 60 dias. O Irã e os EUA dizem que o estreito voltará a operar com a cooperação de Omã, sob regulação iraniana.

Estreito de Ormuz e portos

Trump afirmou que o estreito será reaberto na sexta e que o bloqueio aos portos iranianos será suspenso assim que o memorando for assinado. Uma autoridade iraniana indicou que o tráfego será permitido a navios comerciais assim que o acordo for formalizado.

A Fars, agência iraniana, informou que o tráfego no estreito será coordenado pelo Irã em conjunto com Omã. A abertura depende da assinatura do memorando, segundo as partes envolvidas.

Questão nuclear iraniana

Ambas as partes afirmam que o Irã concorda em não produzir nem adquirir armas nucleares. Enquanto não houver acordo final, Teerã deverá congelar atividades nucleares, sem ampliar instalações ou enriquecimento de urânio.

Segundo fontes iranianas, os EUA concordaram com a possibilidade de diluir parte do estoque de urânio enriquecido dentro do Irã no quadro de um acordo mais amplo. A eventual retirada do material nuclear por parte dos EUA não tem prioridade imediata, segundo Trump.

Ainda conforme Trump, haverá um regime rigoroso de inspeções, sem detalhamento. O senador Lindsey Graham indicou que qualquer acordo final depende de aprovação parlamentar.

Sanções

Uma autoridade iraniana afirmou que os EUA concordaram em não impor novas sanções até o acordo final. Também mencionou a potencial suspensão de sanções petrolíferas por um período, com suspensão total alinhada a um cronograma comum.

Segundo a autoridade iraniana, os EUA teriam concordado com a liberação de cerca de US$ 25 bilhões de ativos congelados, incluindo recursos transferíveis e linhas de crédito, mediante cooperação regional. Um plano de reconstrução para o Irã seria discutido em 60 dias.

Situação do Líbano

Sharif afirmou que o fim das operações militares inclui o Líbano. A comunicação iraniana sinalizou que as ações militares cessarão na noite de hoje, incluindo no Líbano.

O chanceler iraniano pediu paralisação de ataques israelenses contra o Líbano, com os EUA encarregados de efetivar o acordo-quadro. Israel informou que manterá zonas de segurança em várias regiões, enquanto Netanyahu confirmou a posição perante o governo americano.

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