- Lidia “Taty” Almeida, líder das Mães de Praça de Maio, morreu aos 95 anos em um hospital de Buenos Aires.
- Seu filho Alejandro foi desaparecido forçadamente em junho de 1975, nove meses antes do golpe militar de 1976.
- Almeida liderou o grupo e as marchas semanais na praça desde 1977, em busca de justiça pelas vítimas da ditadura.
- Ela manteve o trabalho público até ficar gravemente doente nos últimos dias.
- Figuras públicas, como a ex-presidente Cristina Kirchner, prestaram homenagens à ativista.
Lidia Almeida, conhecida como Taty, morreu aos 95 anos em um hospital de Buenos Aires. Foi uma vez líder das Mães de Plaza de Mayo, grupo que exige respostas sobre crianças desaparecidas durante a ditadura argentina (1976-1983).
Ao longo de mais de cinco décadas, Almeida procurou o paradeiro de seu filho Alejandro, desaparecido em 1975, nove meses antes do golpe. Sua jornada a tornou símbolo da luta por justiça e memória.
A família informou que Almeida morreu cercada de entes queridos, após manter atividade pública até ficar doente nos últimos dias. Ela havia assumido a presidência da linha fundadora das Mães de Plaza de Mayo em 2024.
Legado e reconhecimento
Figuras públicas destacaram seu papel na defesa dos direitos humanos e na luta contra o terror estatal. Cristina Fernández de Kirchner a descreveu como uma fighter incansável que honrou a vida.
Alejandro era estudante de medicina na UBA e também poeta; Almeida publicou, em 2008, uma coletânea de seus poemas encontrada em diários após o sequestro. Sua história inspira novas gerações na Argentina.
As Mães de Plaza de Mayo lembraram Almeida como exemplo de amor que resiste, enfatizando que a única luta que se perde é a de desistir. A organização mantém o compromisso com a busca por justiça.
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