- A BBC vai promover demissões em massa na sua divisão central de jornalismo na próxima semana, como primeira etapa de um ajuste profundo.
- Os departamentos receberam ordem de cortar cerca de dez por cento de seus custos operacionais, com o total estimado em duas mil demissões para economizar centenas de milhões de libras.
- A divisão de jornalismo, que responde por cerca de um quarto dos mais de vinte mil empregados, deve liderar os anúncios de cortes, afetando programas de rádio específicos.
- A empresa não comentou oficialmente, enquanto o novo diretor-geral, Matt Brittin, já sinalizou escolhas difíceis e impopulares para estabilizar finanças e investir em serviços futuros.
- Além dos cortes, há controles de custos em contratações, viagens e despesas com consultorias, com planos de promover o iPlayer e expandir conteúdo para o YouTube, em meio a discussões sobre a nova forma de taxa de licença ligada a serviços de streaming.
A BBC deve cortar centenas de empregos na sua divisão central de jornalismo na próxima semana, na primeira fase de uma redução ampla, em meio a negociações com o governo sobre o financiamento futuro.
Os departamentos receberam ordem para reduzir cerca de 10% dos custos operacionais, dentro de planos que visam um total de 2.000 demissões e a economia de centenas de milhões de libras.
A divisão de jornalismo, que emprega cerca de 25% dos mais de 20 mil funcionários, será a primeira a apresentar seus planos, com informações indicando que centenas de dispensas devem ser anunciadas.
Fontes internas apontam que cortes podem afetar programas de rádio específicos, com impacto perceptível para telespectadores e ouvintes da BBC.
Uma pessoa com acesso ao planejamento afirmou que a maior parte dos custos da divisão é de pessoal, o que pode gerar um número maior de demissões nessa área em comparação com outras equipes.
A BBC não comentou o tema. Em entrevista ao Financial Times, o novo diretor-geral Matt Brittin disse que serão tomadas escolhas difíceis pela estabilidade financeira, sem omitir o peso das mudanças.
Brittin também afirmou que o feedback dos funcionários até o momento busca evitar sobrecarga, enquanto a empresa equilibra cortes com investimentos em serviços futuros.
Entre os investimentos, a emissora mira o desenvolvimento do iPlayer e a expansão de conteúdo para o YouTube, com o objetivo de atrair públicos mais jovens sem comprometer a qualidade jornalística.
Paralelamente, ministros trabalham em planos para uma nova forma de taxa de licença, com avaliação de estender a cobrança a serviços de streaming privados.
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