- EUA e Irã concordaram com um marco para um acordo de paz, e a Straits of Hormuz poderia reabrir para o trânsito de petróleo.
- O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou o acordo, destacando a cessação imediata e permanente das operações militares em todos os fronts, incluindo no Líbano.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter ordenado a suspensão da bloqueio naval iraniano e que o estreito reabriria quando o acordo preliminar fosse assinado em a Suíça na sexta-feira.
- O acordo prevê a extensão de um cessar-fogo iniciado em oito de abril por mais sessenta dias, para alinhamento dos detalhes de um acordo final.
- Mediadores do Qatar teriam realizado longas conversas em Teerã, com foco em questões como enriquecimento nuclear, sanções e desbloqueio de receitas petrolíferas iranianas.
O governo do Paquistão anunciou um acordo entre Estados Unidos e Irã que estabelece uma estrutura para um acordo de paz, com a promessa de reabrir o Estreito de Hormuz, crucial para o fluxo de petróleo mundial. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, em referência a conversas realizadas nas últimas horas.
Segundo Sharif, as partes concordaram com o imediato e permanente término das operações militares em todos os fronts, incluindo o Líbano, onde Israel e o grupo Hezbollah, aliado ao Irã, vinham em confronto. A notícia chega pouco após a divulgação de detalhes sobre o que seria um acordo preliminar para um cessar-fogo mais amplo.
Convergência de esforços e reações iniciais
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter ordenado a suspensão imediata do bloqueio naval a portos iranianos e que o Estreito de Hormuz voltaria a operar com a assinatura do acordo preliminar, prevista para ocorrer na Suíça na sexta-feira. Em redes sociais, Trump celebrou a retomada do fluxo de petróleo e a promessa de paz na região.
O governo iraniano confirmou o fim das operações militares em uma ligação com a imprensa estatal, descrevendo o acordo como uma vitória para o Irã. O porta-voz da cúpula militar iraniana informou que o Irã, as forças armadas e aliados regionais mostraram capacidade de força aos EUA e a Israel, enfatizando a defesa do território.
Israel, por sua vez, reagiu com cautela. O ministro da Segurança Nacional de linha dura, Itamar Ben Gvir, declarou em rede social que o acordo não os vincula e reiterou a intenção de enfraquecer Hezbollah. Mediadores do Catar teriam conduzido longas conversas para chegar ao texto inicial do acordo.
Detalhes do cessar-fogo e impasses históricos
O acordo amplia por mais 60 dias o cessar-fogo vigente desde 8 de abril, enquanto as partes discutem os elementos finais do pacto. Entre os pontos em aberto estão o programa nuclear do Irã e a exigência ocidental de não se obter armas nucleares, bem como o alívio de sanções e o acesso a receitas petrolíferas congeladas.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou à Fox News que a não contenção do arsenal nuclear está incorporada ao acordo, destacando mecanismos de verificação. Em nota conjunta, líderes do Reino Unido, França, Alemanha e Itália ressaltaram que o Irã não deve possuir arma nuclear e se mostraram dispostos a suspender sanções mediante passos verificáveis.
Contexto regional e impactos esperados
O Estreito de Hormuz responde por cerca de 20% do petróleo e do gás natural mundial e tem estado fechado desde o início do conflito, em fevereiro. O conflito teve início com ataques entre Israel, EUA e o Irã, seguido de escaladas com ataques no Líbano e na região do Golfo. O Paquistão atuou como mediador, buscando facilitar um acordo que estabilize a região e normalize o tráfego de petróleo.
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