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G7 cumpre 80% das promessas em 2025, mas falha em dívida e Oriente Médio

Relatório aponta oitenta por cento de conformidade do G7 em Kananaskis; dívidas de países em desenvolvimento e paz no Oriente Médio reduzem a média, com EUA e Japão entre os mais baixos

O presidente da França, Emmanuel Macron, chega ao Hotel Royal antes do início da cúpula do G7, em Évian, nos Alpes franceses
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  • O G7 cumpriu 80% dos compromissos assumidos em Kananaskis, referente ao período de junho de 2025 a junho de 2026, em 20 itens avaliados.
  • Pontos fortes: conformidade máxima em tecnologia quântica, biodiversidade, controle de fronteiras para migrantes e infraestrutura de qualidade.
  • Maiores lacunas: dívida de países em desenvolvimento (media de 56%) e criação de mercados de minerais críticos (apenas 31%), com França, Alemanha e Japão recebendo avaliações negativas nesse item.
  • Oriente Médio: segurança regional e paz no território teve avaliação negativa apenas para os EUA; Canadá, França, Alemanha, Itália e União Europeia alcançaram conformidade plena.
  • Evian herda uma agenda com foco em reduzir desequilíbrios macroeconômicos e reforma da assistência ao desenvolvimento, mas o relatório questiona a capacidade do G7 de se cobrar, já que não existe mecanismo de fiscalização.

A cúpula do G7, realizada no Canadá em 2025, cumpriu 80% dos compromissos assumidos até junho de 2026. O relatório independente aponta que os 20% restantes revelam as principais fragilidades, especialmente em dívida de países em desenvolvimento e na paz no Oriente Médio. O estudo foi divulgado pelo G7 Research Group, ligado à Universidade de Toronto.

A avaliação abrangeu 20 dos 148 compromissos firmados em Kananaskis. O índice, que mede conformidade, ficou em 80% para o período de junho de 2025 a junho de 2026. Em 2024 e 2023, os índices estavam em 92% e 96%, respectivamente, o que evidencia queda expressiva.

Desempenho por membros

A União Europeia liderou com 95% de conformidade, seguida pelo Canadá com 93%. O Reino Unido ficou em 90%. Alemanha e Itália registraram 78%, França e Estados Unidos, 73%. O Japão ficou na última posição, com 65%.

Alguns compromissos receberam aprovação total: tecnologia quântica, biodiversidade, controle de migração e infraestrutura de qualidade tiveram 100% de conformidade. Tais itens costumam reunir consenso político e facilitar o cumprimento.

Principais lacunas

A dívida de países em desenvolvimento teve conformidade média de 56%, uma das mais baixas do relatório. Os Estados Unidos não cumpriram nenhum item nessa frente. França, Alemanha, Itália, Reino Unido e União Europeia adotaram cumprimento parcial.

Já o item sobre mercados de minerais críticos atingiu apenas 31% de conformidade. França, Alemanha e Japão receberam avaliações negativas, sinalizando fragilidades da agenda liderada pela presidência francesa em Évian.

Segurança regional e Oriente Médio

No tema de segurança regional, os EUA foram os únicos a receber avaliação negativa. Canadá, França, Alemanha, Itália e UE obtiveram conformidade plena. O Japão ficou parcialmente conforme nesse eixo.

O que Évian herdará

O relatório chega enquanto o G7 se prepara para compromissos adicionais na França, sob a presidência de Emmanuel Macron. A redução de desequilíbrios macroeconômicos e a reforma da assistência ao desenvolvimento são prioridades centrais.

A leitura do documento traz um alerta: a dívida em desenvolvimento registrou uma das menores conformidades, indicando fragilidade da agenda para o Sul global. O grupo não possui mecanismo de fiscalização vinculante.

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