- A Hungria aprovou, no Parlamento, uma emenda constitucional que estabelece limites de mandatos para o primeiro-ministro.
- O teto é de dois mandatos de quatro anos, o que impediria Viktor Orbán de retornar ao poder.
- A medida é parte de uma sequência para desfazer o que o governo descreve como um “governo iliberal” de Orbán.
- A reforma também prevê o encerramento de trusts públicos que concentravam bilhões em ativos.
- Orbán já acumulou cinco mandatos ao longo de sua trajetória, incluindo quatro consecutivos desde 2010.
O Parlamento da Hungria aprovou uma emenda constitucional que estabelece limites de mandatos para o cargo de primeiro-ministro e prevê o encerramento de trusts públicos detentores de ativos expressivos. A medida é vista como parte de uma reorganização do modelo político do país após anos de centralização de poder.
A nova regra fixa dois mandatos de quatro anos para o cargo de premier, impedindo o retorno de Viktor Orbán ao poder. Orbán já havia cumprido cinco mandatos, incluindo quatro consecutivos desde 2010. A instituição de limites sinaliza uma mudança estratégica no desenho institucional húngaro.
Além dos limites, a reforma prevê a extinção de trusts públicos que acumulavam bilhões em ativos, abrindo espaço para mudanças na gestão desses recursos. A medida é apresentada como extensão de maior controle institucional sobre o aparato estatal. A votação ocorreu nesta semana no parlamento.
Medidas e impactos
Austeridade institucional é citada pela oposição como objetivo da mudança, enquanto apoiadores afirmam que a reforma reduz concentração de poder. Analistas apontam que a alteração pode influenciar o equilíbrio entre ramos do governo e o papel dos trusts na economia. Bloomberg acompanhou o desdobramento relevante.
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