- A imagem negativa de Trump entre brasileiros subiu de 39% em maio para 45% em junho; 27% avaliam como regular e 22% como positiva.
- A alta foi puxada pelo segmento “esquerda não lulista”, que passou de 66% para 84% de avaliação negativa; independentes chegaram a 47%, e apoiadores de Lula ficaram em 66%.
- A percepção negativa sobre os Estados Unidos subiu de 45% para 46% no conjunto, mantendo o equilíbrio entre as leituras.
- Sobre a relação Lula-Trump, 46% veem que a parceria deve ser de aliado, enquanto 9% desejam posição de opositor.
- 51% dos entrevistados temem intervenção estrangeira dos Estados Unidos no Brasil, versus 40% que consideram a possibilidade um exagero. Base: 2.004 entrevistas entre 5 e 8 de junho, margem de erro de ±2 pontos percentuais.
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira mostra que a imagem negativa de Trump entre brasileiros subiu seis pontos percentuais de maio para junho. Agora, 45% têm visão negativa, 22% veem de forma positiva e 27% consideram a imagem como regular. O aumento segue o anúncio de uma nova proposta de tarifaço contra o Brasil e a classificação de CV e PCC como organizações terroristas.
O levantamento é baseado em 2.004 entrevistas realizadas entre 5 e 8 de junho, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Os resultados indicam reação negativa mais acentuada entre certos grupos do eleitorado e entre quem tem visão crítica dos Estados Unidos.
Entre os segmentos, o grupo definido como “esquerda não lulista” registrou alta da negatividade, passando de 66% para 84%. Já apoiadores de Lula tiveram 66% de percepção negativa entre seus eleitores, e independentes ficaram em 47%. Entre eleitores de direita, o índice de visão positiva ficou próximo de 15% entre bolsonaristas.
Percepção sobre os Estados Unidos e a relação com Lula
No conjunto, 46% dos entrevistados declararam ter visão desfavorável dos Estados Unidos, frente a 45% em maio. Em relação à relação entre Lula e Trump, 46% acreditam que a relação deve ser de aliado, enquanto 9% defendem posição de opositor.
Aproximação entre Brasil e EUA também foi avaliada quanto a possibilidade de intervenção externa. Indagados sobre o tema, 51% temem a intervenção, 40% entendem como exagero. As leituras são baseadas no mesmo conjunto de dados da pesquisa.
Repercussões e presença online
A conexão entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhou espaço após o encontro entre ambos, ocorrido pouco antes da coleta. O objetivo declarado foi demonstrar força junto aos eleitores brasileiros. Dados da consultoria Arquimedes apontam que as redes sociais tiveram 46% de posts neutros, 29% de conteúdo negativo e 25% de conteúdo positivo sobre a cúpula.
A divulgação também mostra que, embora o encontro tenha gerado atenção, o impacto de conteúdo positivo foi menor do que o esperado, conforme a análise de desempenho nas redes. As informações reforçam o caráter observacional da pesquisa quanto a percepções públicas.
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