- Itamar Ben-Gvir e Israel Katz afirmam que Israel não se retirará de territórios que tenha conquistado, mesmo diante do acordo entre Estados Unidos e Irã.
- Ben-Gvir escreveu que o acordo de Trump não vincula Israel e que o país é independente e soberano.
- Katz disse que as Forças de Defesa manterão zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza indefinidamente, visando limpar áreas de moradores locais e infraestrutura terrorista.
- Segundo a Ynet Global, Netanyahu informou a Trump que não se considera vinculado à cláusula sobre o Líbano e não aceitará limites para agir contra o Hezbollah; autoridades dizem que não haverá retirada do Líbano.
- Trump criticou o premiê em entrevista ao The New York Times, dizendo que ele deveria ser muito grato pelo acordo com o Irã.
Israel afirma não ter vínculo com acordo EUA–Irã e sinaliza permanência no Líbano
O governo de Israel, por meio do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, e do ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que não se retirará de territórios que tenha ocupado, mesmo após o anúncio de um acordo de paz entre os EUA e o Irã. A mensagem veio pouco depois de Trump criticar o aliado em entrevista ao The New York Times.
Ben-Gvir afirmou, em post no X, que o acordo de Trump não cria vínculos para Israel, reforçando a soberania do país. O ministro também disse que o Estado continuará atuando contra infraestrutura terrorista nas áreas ocupadas, sem abrir mão de territórios conquistados.
Katz externou que há uma política clara de permanência das forças de defesa em zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza, com objetivo de eliminar infraestrutura terrorista. Segundo o ministro, a área seria purgada de moradores locais e os alvos terroristas, incluindo casas de postos de apoio, seriam destruídos.
sinalização sobre o Líbano e o Hezbollah
Fontes próximas ao governo indicam que Netanyahu não está vinculado ao trecho do acordo com o Irã referente ao Líbano e não aceitaria condições que limitem ações contra o Hezbollah. Autoridades israelenses também asseguraram que qualquer retirada do Líbano não está nos planos do governo.
A posição de Tel Aviv surge após o ataque de Trump ao premiê em entrevista ao The New York Times, ressaltando que Washington teria salvado Israel de uma possível destruição nuclear caso o Irã adquirisse armas. O ex-presidente destacou que Netanyahu deveria ser mais grato pela parceria com os Estados Unidos.
As declarações oficiais chegam em meio a debates sobre o equilíbrio regional e a atuação de Israel em áreas limítrofes. Autoridades destacam que a estratégia busca manter a capacidade de atuação diante de ameaças na região.
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