- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Ghebreyesus, assinaram uma carta durante a cúpula do G7 para pedir a conclusão do Acordo sobre Pandemias, com foco no anexo de Acesso a Patógenos e Repartição de Benefícios (PABS).
- O documento é dirigido a líderes do G7, G20, Brics e demais nações envolvidas nas negociações, pedindo vontade política, espírito de equidade e senso de urgência.
- As negociações já encerraram a maior parte do acordo, mas ainda falta o anexo PABS; a próxima rodada está marcada para 6 a 17 de julho.
- A carta ressalta que a conclusão depende de sinalização no topo dos governos e de regras estáveis para acesso a patógenos, compartilhamento de dados e distribuição de benefícios.
- O acordo foi fechado em abril de 2025, após três anos de negociações entre representantes de 194 países, mas ainda não entrou em vigor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira (15.jun.2026), uma carta em conjunto com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, para que líderes internacionais concluam o tratado sobre pandemias. O documento foi apresentado durante a cúpula do G7, em Évian-les-Bains, França. A ação contou ainda com a participação de representantes da OMS.
A carta é destinada aos líderes do G7, G20, Brics e demais nações envolvidas nas negociações. Entre os objetivos, Lula e Tedros ressaltam a necessidade de vontade política de alto nível, espírito de equidade e senso de urgência para finalizar o acordo.
Os signatários dizem que a maior parte do tratado já foi fechada e que resta apenas o anexo de Acesso a Patógenos e Repartição de Benefícios (PABS), que trata do compartilhamento de informações, patógenos e benefícios derivados. O acordo foi fechado em abril de 2025, após três anos de negociações, mas ainda não entrou em vigor.
Detalhes e próximos passos
A carta aponta que a conclusão depende de encaminhamentos na rodada de negociações marcada para 6 a 17 de julho. Lula e Tedros afirmam ter confiança nos negociadores e acrescentam que, para avançar, é essencial que os líderes autorizem seus delegados a buscar consensos com coragem.
Entre os conceitos destacados, a necessidade de assegurar que os benefícios decorrentes do compartilhamento de patógenos cheguem aos países que fornecem informações e materiais para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos. A equidade, segundo a carta, deve se refletir em regras estáveis e aplicáveis de forma prática.
O texto também enfatiza a urgência, lembrando que futuras pandemias podem ocorrer a qualquer momento e que fatores como mudanças climáticas e uso da terra influenciam o surgimento de patógenos. O objetivo é que o anexo seja concluído na rodada de julho para que o acordo entre em vigor.
A mensagem encerra reforçando a responsabilidade dos líderes em demonstrar apoio político e facilitar um acordo que proteja a vida humana em escala global, sem comprometer soberania nacional. A carta é apresentada como continuação de esforços para melhorar a cooperação internacional após a pandemia de covid-19.
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