- Macron disse que o acordo anunciado entre os Estados Unidos e o Irã será um dos principais temas da cúpula do G7, em Évian-les-Bains.
- A discussão deve analisar os efeitos do entendimento, a reabertura de Ormuz e os programas nuclear e balístico do Irã, além da situação no Líbano.
- Representantes do Egito, do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos participarão das conversas sobre o Oriente Médio.
- O G7 também vai tratar de formas de diversificar as rotas de petróleo e gás da região para reduzir impactos de interrupções.
- A assinatura formal do acordo estaria prevista para 19 de junho, na Suíça; os termos completos ainda não foram divulgados.
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o acordo entre EUA e Irã será um dos temas centrais da cúpula do G7, que começa nesta segunda-feira em Évian-les-Bains, na França. O encontro reúne as maiores economias do mundo para tratar de políticas internacionais.
Macron destacou que os líderes analisarão os efeitos do entendimento anunciado pelos EUA e Teerã, com foco na situação no Líbano, na circulação pelo estreito de Ormuz e nos programas nuclear e balístico do Irã. O objetivo é entender consequências regionais e globais.
Também entram na pauta perguntas sobre a reabertura de Ormuz e o apoio ao Líbano, com participação de representantes do Egito, do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos, que atuam de forma diplomática na região.
Agenda regional e energética
O chefe de Estado francês mencionou ainda a necessidade de discutir alternativas para diversificar as rotas de energia da região, reduzindo dependência de vias atuais e impactos sobre economias globais.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse, no mesmo dia, que o acordo estaria completo e autorizou a reabertura de Ormuz sem taxas, além da retirada do bloqueio naval. As informações não foram totalmente confirmadas por outras fontes.
Avanços e próximos passos
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que o entendimento sinaliza o fim imediato das operações militares em várias frentes, incluindo o Líbano, com mediação paquistanesa. A assinatura formal ocorreria na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça; termos ainda não divulgados.
Além disso, a cúpula do G7 também terá a Ucrânia como tema central. Macron confirmou a participação de Volodymyr Zelensky para debater apoio a Kiev e condições para futuras negociações de paz.
O encontro, previsto até quarta-feira, 17 de junho, ocorre com a participação do Brasil como convidado, ao lado de Coreia do Sul, Índia e Quênia, reunindo Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido.
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