- Lula da Silva e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enviaram uma carta conjunta pedindo apoio político de alto nível para finalizar o acordo sobre pandemias, incluindo o anexo de acesso a patógenos e compartilhamento de benefícios.
- O alerta ocorre durante o início de uma nova rodada de negociações sobre o anexo “pathogen access and benefit sharing” da proposta de acordo da OMS, com os negotiadores marcando encontro no próximo mês.
- A República Democrática do Congo enfrenta um surto de Ebola em expansão, com 782 casos confirmados e 181 mortes até o momento.
- Países não atingiram o prazo de maio para fechar o anexo, levantando preocupações sobre como compartilhar informações de patógenos e o acesso de países em desenvolvimento a vacinas, testes e tratamentos.
- Lula e Tedros enfatizam que o tratado precisa de vontade política, sensação de urgência e compromisso com a equidade, lembrando o custo econômico da pandemia de Covid-19 e o benefício de investir em detecção precoce de surtos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, lançaram um apelo urgente aos líderes globais durante a abertura de cúpula. O objetivo é finalizar o acordo sobre a maneira de lidar com futuras pandemias.
A missiva ocorre em meio à expansão rápida de um surto de Ebola na República Democrática do Congo, já com centenas de casos e dezenas de mortes. O comunicado reafirma a urgência de apoio político de alto nível ao tratado.
A negociação em foco é o anexo de acesso a patógenos e compartilhamento de benefícios. Trata-se da última peça do quebra-cabeça para colocar o acordo em prática, antes de sua entrada em vigor.
Detalhes da conjuntura
Autoras do texto pedem que o acordo seja aceito com pressa, citando a “próxima pandemia que não espera”. A ideia é reduzir atrasos na resposta mundial a emergências de saúde.
Em maio, países não chegaram a um consenso sobre como compartilhar dados de patógenos e como garantir acesso a vacinas e tratamentos. A impasse envolve o equilíbrio entre ciência e interesses comerciais.
Líderes nacionais terão nova rodada de negociações no próximo mês, com foco na anexação que regula o acesso a informações, insumos e benefícios. O prazo para avanços foi considerado crítico pelos signatários.
Impactos e perspectivas
Autoridades destacam o custo estimado da Covid-19 para a economia global, e defendem que investir em detecção precoce é proporcionalmente menor que os impactos de uma crise. O tom é de responsabilidade coletiva.
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