- EUA e Irã anunciaram um acordo de paz; a assinatura formal ocorrerá na sexta-feira, 19, na Suíça, conforme divulgado no domingo, 14, por Donald Trump.
- Trump afirmou, em post na Truth Social, que abriria o Estreito de Ormuz sem pedágios e removeria o bloqueio naval; Teerã mandou sinal de cobrança de taxas após o período de negociações.
- Irã diz que, nos 60 dias de novas negociações, permitirá trânsito livre em Ormuz, mas pretende cobrar taxas por serviços após esse prazo, segundo a agência Fars e o porta-voz Esmaeil Baghaei.
- Em Israel, ministros disseram não estar vinculados ao acordo e reafirmaram que não abrirão mão de territórios no Líbano; o país alerta que pode responder a qualquer ataque ligado à região.
- Segundo a Axios, o texto prevê 60 dias de negociação sobre enriquecimento de urânio e descarte de urânio altamente enriquecido, além de discutir alívio de sanções e fundos bloqueados; o vice-presidente J. D. Vance afirmou que o acordo já foi assinado digitalmente.
O acordo entre os Estados Unidos e o Irã, anunciado por Donald Trump no domingo, 14, ganhou expectativa de assinatura formal na sexta, 19, na Suíça. A notícia circulou com foco em abertura do Estreito de Ormuz e no fim do bloqueio naval, segundo a promessa apresentada pelo presidente americano.
Entretanto, questionamentos vieram tanto do regime iraniano quanto de Israel. Teerã sinalizou cobrança de taxas pelo tráfego no estreito após 60 dias de negociações, enquanto os EUA recusaram qualquer pedágio. O Irã afirma cobrar apenas pelos serviços prestados, como navegação e proteção ambiental.
Posições de Irã e EUA
Fontes iranianas citadas pela CNN indicam que, nos próximos dois meses, o trânsito em Ormuz será livre, mas haverá cobrança após esse período. A agência Fars confirmou o objetivo de obter ganhos financeiros com o tráfego marítimo regional.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, explicou que o Irã não planeja cobrar pedágios, mas taxas por serviços prestados aos navios. O governo americano mantém posição contrária a qualquer cobrança pela passagem.
Reações de Israel e desdobramentos
Oficiais israelenses contestaram declarações de um mediador paquistanês sobre o fim de operações na região, incluindo no Líbano. O ministro da Defesa de Israel afirmou que as forças não deixarão as áreas de segurança no sul do Líbano e prometeram retaliação em caso de agressão.
O ministro da Segurança Nacional de Israel ressaltou que o país não é obrigado pelo acordo e que não há retirada de territórios ocupados. Outras autoridades israelenses criticaram o acordo, citando impactos à segurança regional.
Conteúdo do acordo e próximos passos
Segundo o site Axios, o texto aponta a reabertura de Ormuz, o fim do bloqueio naval ao Irã e negociações de 60 dias sobre enriquecimento de urânio e descarte de urânio altamente enriquecido. O documento também prevê discutir alívio de sanções e desbloqueio de fundos iranianos.
O vice-presidente dos EUA afirmou que o acordo já foi assinado digitalmente e que o texto será divulgado antes da assinatura formal na Suíça. As informações foram veiculadas em entrevistas a emissoras americanas na segunda-feira.
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