- Taty Almeida, presidente das Mães da Praça de Maio – Linha Fundadora, morreu aos 95 anos no domingo 14, em Buenos Aires.
- Seu filho Alejandro, de 20 anos, foi sequestrado em 1975 pela Triple A e permanece desaparecido.
- Almeida foi uma das vozes centrais na luta por memória, verdade e justiça durante a ditadura argentina e nos anos seguintes.
- Nos últimos anos, manteve confronto aberto com o governo de Javier Milei sobre políticas de memória e justiça; participou de atos do 50º aniversário do golpe.
- Nascida em 28 de junho de 1930, era professora, teve três filhos e se aproximou das Mães da Praça de Maio em 1979.
Taty Almeida, presidente das Mães da Praça de Maio – Linha Fundadora, faleceu aos 95 anos neste domingo, em Buenos Aires. A confirmação foi feita pela própria organização. A identidade de Almeida era associada à defesa de memória, verdade e justiça.
A ativista ficou conhecida por manter o movimento de testemunho vivo contra os crimes cometidos na ditadura argentina. Seu papel histórico a tornou símbolo de lutas sindicais, estudantis e de direitos humanos.
A vida de Almeida mudou após o desaparecimento de seu filho Alejandro, em 1975, quando tinha 20 anos. Alejandro foi sequestrado pela Triple A, esquadrão da morte, e continua desaparecido.
A Mães da Praça de Maio informou que Almeida permaneceu internada por três semanas em um hospital de Buenos Aires. Ela dedicou décadas à busca por informações sobre os desaparecidos.
Nascida Lidia Stella Mercedes Miy Uranga em 1930, Almeida era professora e teve três filhos. O filho Alejandro era estudante de medicina quando foi levado, permanecendo sem restos mortais até hoje.
De família de militares, Almeida levou até 1979 para se unir às Mães da Praça de Maio. Seu ingresso ocorreu após superar receios e fortalecer o grupo na luta por memória pública.
Nos últimos anos, Almeida manteve posição crítica ao governo de Javier Milei, especialmente nas áreas de memória, verdade e justiça. Foi voz central em atos do 50º aniversário do golpe.
A família informou que Almeida deixou um legado de resistência pacífica, associando amor à luta por direitos humanos. A organização continuará a atuar na memória dos desaparecidos.
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