- Trump afirmou que a passagem pelo estreito de Hormuz opera em corredores e será gratuita para todos os navios; a reabertura total depende da retirada de minas iranianas.
- O Irã disse que o acordo prevê cobrança de taxas por serviços marítimos, proteção ambiental, seguro de navios e outros serviços necessários, mantendo desconfiança em relação aos EUA.
- Líderes do G7 exigiram reabertura imediata e incondicional do estreito, em meio a negociações em curso entre potências.
- Fontes americanas divergem sobre o prazo: o The New York Times citou retorno em duas semanas, enquanto outro funcionário indicou sexta-feira como data para tráfego normal.
- Trump disse não ver necessidade de missão naval, mas não descartou a presença de navios de aliados; planeja divulgar o memorando de entendimento após sexta.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que a passagem pelo estreito de Hormuz opera em corredores e será gratuita para todos os navios. Segundo ele, houve uma discussão sobre o tema e a passagem seria “toll-free”.
Trump disse ainda que a reabertura total depende da retirada de minas no môi. A declaração do líder estadounidense contrasta com o posicionamento do Irã, que cobra taxas por serviços marítimos na via navegável.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que o acordo prevê cobrança de tarifas por serviços de navegação, proteção ambiental, seguro de navios e outros encargos necessários, algo que o governo iraniano disse manter.
Em encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron, Trump afirmou que não deve retornar a Genebra para a assinatura formal do acordo com o Irã, citando a participação do vice-presidente Joe Vance na cerimônia. A data de assinatura não ficou definida.
Líderes da França, Reino Unido, Alemanha, Japão e Itália divulgaram uma declaração conjunta pedindo a reabertura imediata do estreito, sem condições. Enquanto isso, informações de Washington indicam divergências entre autoridades americanas sobre o prazo de retomada do tráfego.
O The New York Times informou que, apesar da fala de Trump, a retomada plena do tráfego pode levar até duas semanas, segundo fontes do governo. Um segundo jornalismo estatal americano indicou previsão de retorno mais rápido, ainda que sob avaliação.
Sobre uma possível missão naval de apoio, Trump afirmou não acreditar ser necessária, mas não descartou a presença de navios de aliados como medida defensiva. França e Reino Unido já sinalizaram disponibilidade para contribuir com a operação.
O presidente prometeu divulgar em breve o texto do memorando de entendimento, definido como distinto do acordo nuclear de Obama, descrevendo-o como um documento poderoso. Também mencionou manter sanções ao Irã até que este cumpra suas obrigações.
Além disso, Trump indicou disposição de buscar um cessar-fogo no Líbano, afirmando que o conflito parece se arrastar sem necessidade. O anúncio ocorreu no contexto das negociações sobre o estreito de Hormuz e a região do Oriente Médio.
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