- A União Europeia afirmou estar em diálogo construtivo com o Brasil sobre a suspensão de importação de carne brasileira.
- O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, em Évian-les-Bains, à margem da cúpula do G7.
- Nesta terça, Lula pode se reunir com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; Costa não adiantou se haverá anúncio sobre a carne.
- A UE oficializou a lista de países autorizados, excluindo o Brasil a partir de setembro; o embargo pode alcançar carne bovina, aves, equídeos, pescados e subprodutos como tripas, ovos e mel.
- Representantes do agronegócio atribuem o bloqueio à falta de ação do governo Lula, citando ausência de informações sobre uso de antimicrobianos na produção animal.
O bloco europeu está em um “diálogo construtivo” com o Brasil sobre a suspensão das importações de carne brasileira, segundo o presidente do Conselho Europeu, António Costa. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (15), em Évian-les-Bains, na França, à margem da cúpula do G7.
Costa afirmou que a Comissão Europeia, principal órgão executivo da UE, conduz as tratativas. Ele não adiantou possíveis anúncios e afirmou que a questão cabe à Comissão. A fala foi publicada pela Folha de S.Paulo.
No dia seguinte (16), o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva pode encontrar-se com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Costa manteve o sigilo sobre eventuais desfechos da reunião.
Costa elogiou o Brasil como grande parceiro e reconheceu a liderança do país no G20, além de apoiar o acordo UE-Mercosul. Contudo, ressaltou que as normas sanitárias devem ser cumpridas para manter o comércio.
Embargo e base regulatória
A UE oficializou a lista de países autorizados a exportar para o bloco, mantendo a exclusão do Brasil a partir de setembro. O bloqueio pode abranger carne bovina, aves, equídeos, pescados e subprodutos como tripas, ovos e mel.
Representantes do agronegócio brasileiro atribuem o bloqueio à falta de ação do governo Lula. A UE fundamenta a medida em regulamento que aponta ausência de informações do Brasil sobre o cumprimento de exigências sanitárias, especialmente no uso de antimicrobianos.
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