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Equador decreta novo estado de exceção por aumento da violência

Equador decreta novo estado de exceção em províncias afetadas pela violência; 879 homicídios entre 1º de maio e 12 de junho impulsionam mobilização de forças e restrições públicas

O presidente equatoriano, Daniel Noboa (à esquerda), e o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth
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  • O Equador decretou um novo estado de exceção em algumas províncias devido ao aumento da violência, com 879 homicídios entre 1º de maio e 12 de junho.
  • A medida foi anunciada pelo presidente Daniel Noboa nesta quarta-feira, 16 de junho, após reunião com autoridades de segurança e defesa.
  • O decreto autoriza a mobilização das forças armadas e policiais e pode restringir direitos civis e suspender atividades públicas em regiões afetadas.
  • O objetivo é combater a criminalidade associada ao narcotráfico e às organizações criminosas; o decreto é temporário e vale por 60 dias, podendo ser prorrogado.
  • A violência é atribuída ao crescimento do tráfico de drogas e à disputa entre facções; o país é rota de transporte de drogas entre a América do Sul, os Estados Unidos e a Europa.
  • O texto prevê mais policiais e militares nas áreas afetadas, além de ações de inteligência para desarticular as organizações criminosas.

O governo equatoriano decretou um novo estado de exceção em algumas províncias do país. A medida foi anunciada por Daniel Noboa, após reunião com autoridades de segurança e defesa, nesta quarta-feira 16. O objetivo é enfrentar o aumento da violência registrado recentemente.

Segundo dados oficiais, 879 homicídios ocorreram entre 1º de maio e 12 de junho nas áreas sob estado de exceção. A escalada criminosa está associada ao narcotráfico e à atuação de organizações criminosas que disputam rotas de tráfico.

O decreto autoriza a mobilização de forças armadas e policiais para ampliar o controle nas regiões afetadas. Também prevê restrição de direitos civis e suspensão de atividades públicas em algumas áreas, com duração inicial de 60 dias, passível de prorrogação.

A medida prevê aumento de efetivos e ações de inteligência para desarticular as organizações criminosas. O governo enfatiza que a iniciativa é temporária e visa a segurança da população e a estabilidade social.

Detalhes do decreto

O governo afirmou ainda que continuará fortalecendo o sistema de segurança e adotando medidas para enfrentar a criminalidade, com foco na proteção da sociedade e na redução da violência.

Contexto e cenário

O estado de exceção é previsto na Constituição e já foi usado em ocasiões anteriores para crises de segurança pública. O Equador é um ponto estratégico na rota de drogas entre a região andina, Estados Unidos e Europa, segundo autoridades.

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Equador decreta novo estado de exceção por aumento da violência

Equador decreta novo estado de exceção em dez províncias diante do aumento da violência ligada ao narcotráfico; vigência de sessenta dias autoriza militares nas ruas

Daniel Noboa
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  • O presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou estado de exceção em 10 das 24 províncias, devido ao aumento da violência associada ao narcotráfico.
  • A medida, com duração de 60 dias, permite envio de militares às ruas; estado de exceção anterior encerrou em 1º de junho, quando houve toque de recolher em Quito, Guayaquil e outras localidades.
  • Entre 1º de maio e 12 de junho foram registrados 879 homicídios nas áreas sob estado de exceção.
  • O decreto aponta reconfiguração criminosa em Guayas, Manabí, El Oro, Los Ríos e Santo Domingo de los Tsáchilas, e violência de alto impacto em Azuay, com novas modalidades em Pichincha e presença de estruturas armadas de origem colombiana em Sucumbíos.
  • Também foram declaradas em estado de exceção as cidades de La Maná (Cotopaxi), Las Naves (Bolívar) e La Troncal (Cañar); o texto suspende direitos de inviolabilidade de domicílio e de correspondência.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, decretou nesta terça-feira, 16 de junho, um novo estado de exceção em 10 das 24 províncias do país, diante do aumento da violência associada ao narcotráfico. A medida permite o envio de militares às ruas por 60 dias.

A decisão vem pouco depois do fim, em 1º de junho, do estado de exceção anterior, que durou 60 dias e incluiu toque de recolher noturno em Quito e Guayaquil, cidades estratégicas para o tráfico de drogas. Noboa já recorreu a esse instrumento desde sua posse, em novembro de 2023.

Segundo o decreto, houve 879 homicídios nas províncias sob estado de exceção entre 1º de maio e 12 de junho. O documento aponta uma “reconfiguração criminosa” nas áreas costeiras de Guayas, Manabí, El Oro, Los Ríos e Santo Domingo de los Tsáchilas, além de violência de alto impacto na Azuay.

Medidas e impactos

As autoridades destacam aumento da violência em Santa Elena e Esmeraldas, novas modalidades criminosas em Pichincha e presença de estruturas armadas de origem colombiana em Sucumbíos. Cidades como La Maná, Las Naves e La Troncal também foram incluídas no estado de exceção. Noboa autorizou suspensão da inviolabilidade de domicílio e de correspondência.

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