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G-7: Lula e UE criam canal para tratar veto europeu à carne brasileira

Brasil e União Europeia criam canal de assessores para tratar de barreiras a proteína animal e siderurgia, buscando soluções técnicas entre Itamaraty e a Comissão Europeia

António Costa se reuniu com Lula e com Ursula von der Leyen nesta terça-feira, 16
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  • Lula, Ursula von der Leyen e António Costa definiram a criação de um canal bilateral entre o Itamaraty e a Comissão Europeia para tratar das barreiras da UE a produtos de origem animal e à siderurgia brasileira.
  • O objetivo é identificar dificuldades e buscar soluções que atendam às preocupações europeias e aos interesses exportadores do Brasil.
  • O canal funciona entre assessores das diplomacias brasileira e europeia, não é um acordo institucional, e visa tratar de questões técnicas que preocupam o bloco.
  • Na cúpula do G-7, o Brasil não endossou dois dos três documentos que serão assinados, tendo apenas apoiado o texto sobre luta contra o câncer.
  • Não houve aproximação entre Lula e o ex-presidente americano Donald Trump durante o encontro, nem diálogo sobre tarifas.

No G-7, Brasil e União Europeia criam canal bilateral para tratar das barreiras a carne brasileira e à siderurgia. Lula reuniu-se com Ursula von der Leyen e António Costa em Évian-les-Bains na terça-feira, 16, para alinhar respostas técnicas ao veto europeu.

O governo brasileiro informou que foi acordado um mecanismo de diálogo entre assessores do Itamaraty e a Comissão Europeia. O objetivo é identificar dificuldades e buscar soluções para produtos de origem animal e para a siderurgia, mantendo os interesses exportadores do Brasil.

Segundo o Planalto, o canal não é institucionalizado, mas funciona como espaço de debate entre diplomacias. As preocupações da Europa com segurança sanitária e uso de antimicrobianos foram citadas como temas centrais.

Contexto do veto e próximos passos

A UE proibiu, em 12 de maio, a venda de determinados produtos brasileiros, em vigor a partir de 3 de setembro, após votação unânime dos 27 membros. A medida atinge bovinos, equídeos, aves, aquicultura, mel e tripas.

O Itamaraty ressaltou que as preocupações europeias são legítimas, mas o Brasil espera manter o diálogo para preservar o comércio. Ao mesmo tempo, o governo reconhece surpresa com a decisão europeia.

Costa comentou que as normas sanitárias devem ser cumpridas e que a Comissão Europeia está em diálogo com o Brasil. O assento do Brasil no G-7, como convidado, não autoriza assinatura das declarações do grupo.

O encontro também ocorreu num momento de tensão com possíveis tarifas impostas pelos EUA, assunto que não foi tratado de forma direta durante o evento. A pauta ficou centrada no canal de cooperação com a UE.

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