- EUA e Irã apresentam declarações contraditórias sobre o fim da guerra e a reabertura do estreito de Ormuz por sessenta dias, com divergência sobre cobrança de taxas.
- Nos EUA, o ex-presidente Donald Trump afirmou, em publicação na Truth Social, que navios já começam a sair do estreito e que a rota está “totalmente segura”; o vice‑presidente, John Vance, disse que a abertura pode ocorrer sem cobrança de pedágio a longo prazo, ainda a ser definida em negociações técnicas.
- Do lado iraniano, o porta‑voz Esmaeil Baqaei disse que o acordo pode prever cobrança por serviços de navegação, proteção ambiental, seguro de navios e outros serviços; o Irã afirmou manter desconfiança histórica em relação aos Estados Unidos.
- O cessar‑fogo entre EUA e Irã, mediado pelo Paquistão, entrado em vigor em abril, entrou em colapso após divergências sobre o seu alcance, com disputas sobre se o Líbano estava incluído no acordo.
- Em abril, houve tentativas de manter negociações no Paquistão sobre o programa nuclear iraniano; Trump afirmou ter havido acordo para entregar urânio enriquecido, o que não foi confirmado por autoridades iranianas.
Acordo recente visa reabrir o estreito de Ormuz por 60 dias, com divergências entre EUA e Irã sobre cobranças. Narra-se que navios já estariam saindo do estreito, segundo publicação de Trump, que alegou segurança total na rota. O recebimento de pedágios ainda é tema de negociações técnicas.
Nos EUA, o vice-presidente JD Vance sinalizou que a reabertura deverá ocorrer sem cobrança de pedágio a longo prazo, condicionando o acordo a ajustes técnicos. Em paralelo, Trump informou pela rede Truth Social que navios já operam no tráfego normal pelo estreito.
Do lado iraniano, o porta-voz Esmaeil Baqaei disse que o entendimento pode prever cobranças por serviços de navegação, proteção ambiental, seguro de navios e outros serviços necessários. O Irã preserva reserva sobre a confiança nos EUA, citando uma história de atos ilícitos.
Impasse sobre o Líbano
O cessar-fogo entre EUA e Irã, mediado pelo Paquistão, entrou em colapso dias após a sua implementação, por divergências sobre o alcance. Autoridades iranianas e mediadores diziam que o acordo incluía toda a região, enquanto Washington e Israel avaliavam o território libanês como fora do texto.
Em entrevista à imprensa, JD Vance afirmou haver mal-entendido sobre se o Líbano estava englobado. A divergência ficou evidente após a entrada em vigor da trégua, quando Israel passou a realizar ataques de grande escala contra Hezbollah no sul do Líbano e em Beirute.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, publicou em X apontamentos sobre violações do acordo. Entre as irregularidades, ele citou combates no Líbano, questões de não agressão e o direito iraniano ao enriquecimento de urânio, que o Irã diz ter direito de manter.
Programa nuclear e negociações
Esforços para salvar a negociação nuclear em Islamabad terminaram em impasse. Washington defendia o fim do enriquecimento ou sua suspensão, proposta rejeitada por Teerã. Em abril, Trump disse ter obtido aceitação para entregar reservas de urânio enriquecido, afirmação não confirmada pelo governo iraniano.
Mais tarde, uma fonte iraniana afirmou a Reuters que Teerã não concordou em entregar estoque de urânio altamente enriquecido. Autoridades iranianas destacaram que o memorando negociado tratava do fim das hostilidades, da reabertura de Ormuz e do alívio de sanções, com questões nucleares a tratar posteriormente.
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