- O Kremlin afirmou não ter recebido proposta para organizar encontro entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky nos Estados Unidos, e que o tema não foi discutido na conversa de 14 de junho entre Putin e o presidente dos EUA, Donald Trump.
- O assessor afirmou que ninguém entrou em contato formalmente com Moscou para tratar do encontro, apesar de Moscou ter tomado conhecimento do tema.
- A tensão ocorre em meio a sinais de possível retomada de negociações para encerrar a guerra na Ucrânia, após Zelensky ter enviado carta aberta propondo reunião com Putin em país neutro.
- Zelensky sugeriu que Estados Unidos e países europeus atuem como garantidores de um eventual acordo, com Kiev disposto a um cessar-fogo completo durante as negociações.
- Putin disse não enxergar motivos para o encontro no momento e criticou o tom da carta de Zelensky; o Kremlin, porém, manteve a expectativa de diálogo com Washington.
O Kremlin negou nesta terça-feira (16/6) ter recebido qualquer proposta para promover um encontro entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky nos Estados Unidos. A afirmação foi feita pelo assessor presidencial Yury Ushakov.
Segundo ele, Moscou não recebeu contatos formais de governo ou mediadores sobre a reunião. O assessor afirmou que leu reportagens, mas que não houve abordagem oficial.
A declaração ocorre em meio a especulações sobre uma possível retomada de negociações para encerrar a guerra na Ucrânia, iniciada em 2022. Zelensky havia apresentado uma proposta de encontro.
No início do mês, Zelensky enviou uma carta aberta a Putin propondo uma reunião presencial para discutir um acordo de paz, sugerindo um país neutro como sede. A mensagem mencionou participação de EUA e europeus como garantidores.
Putin reagiu no dia seguinte, dizendo não ver motivos para o encontro no momento e contestando o tom da carta. Ele afirmou que a mensagem continha observações ofensivas.
Apesar da resposta, o Kremlin manteve expectativa de diálogo com Washington. Ushakov afirmou que o envio especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e Jared Kushner devem participar de discussões futuras, após questões com o Irã.
O assessor evitou prever a influência de debates do G7 sobre a posição de Trump, ressaltando apenas que o presidente americano participa dos encontros e mantém contatos com diferentes líderes.
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