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Líderes do G7 discutem abertamente documento sobre acordo EUA-Irã

Líderes do G7 discutem, de forma franca, acordo EUA-Irã; permanecem dúvidas sobre a rapidez de reabertura do Estreito de Ormuz

EVIAN-LES-BAINS, FRANÇA - 15 DE JUNHO: Os líderes do G7, o chanceler alemão Friedrich Merz, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o presidente do Conselho Europeu António Costa, o presidente dos EUA Donald Trump, o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro canadense Mark Carney, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen e a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi, participam de um jantar de trabalho em 15 de junho em Évian-les-Bains, França, durante a cúpula do G7 no Hotel Royal Evian em 15 de junho de 2026 em Évian-les-Bains, França. Os líderes dos países do Grupo dos Sete (G7) reuniram-se em Évian, França, perto da fronteira com a Suíça, para sua cúpula anual para discutir os desafios à paz e segurança na Ucrânia e na Europa, a situação no Oriente Médio e outras questões geopolíticas.
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  • Líderes do G7 mantiveram conversas “francas” sobre o acordo entre EUA e Irã durante o jantar, que durou quase duas horas, incluindo a Ucrânia.
  • Trump assinou virtualmente o texto no domingo, mas o conteúdo não foi tornado público; autoridades europeias ainda tinham dúvidas sobre a rapidez de reabertura do Estreito de Ormuz.
  • Antes da cúpula, havia expectativa de contribuição europeia para remover minas no Ormuz; Trump afirmou que o acordo abriria livremente a hidrovia sem depender de ajuda externa.
  • Autoridades dos EUA e do Irã devem se reunir na Suíza na sexta-feira para iniciar negociações detalhadas, em um prazo de sessenta dias para tratar de urânio enriquecido e sanções.
  • Aliados europeus temem que uma equipe americana inexperiente enfrente dificuldades, enquanto questões no Líbano e a permanência de tropas israelenses no sul, envolvendo o Hezbollah, também influenciam o cenário.

As negociações sobre o acordo entre os EUA e o Irã foram discutidas de forma franca durante o jantar de líderes do G7 na noite de segunda-feira, 15, segundo pessoas próximas às conversas. O encontro, que durou quase duas horas, também abordou a situação na Ucrânia.

O texto do acordo foi assinado virtualmente por Donald Trump no domingo, 14, mas ainda não foi divulgado publicamente. Ainda assim, autoridades europeias mostraram dúvidas sobre a rapidez com que o Estreito de Ormuz poderá reabrir ao tráfego comercial.

Antes da cúpula, representantes dos EUA disseram esperar contribuição europeia para o esforço de remoção de minas no Estreito de Ormuz, diante do fim das hostilidades. A pauta incluiu também questões técnicas sobre a reabertura da hidrovia.

Em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron, anfitrião do encontro, disse estar pronto para assumir parte do ônus para apoiar o acordo. Trump, porém, minimizou a necessidade de cooperação europeia, defendendo que o acordo permitiria a passagem livre pela rota.

As partes devem se reunir na Suíça na sexta-feira, 19, para iniciar negociações detalhadas. O objetivo é abrir um prazo de 60 dias para tratar de temas como o futuro do urânio enriquecido do Irã e o levantamento de sanções.

Especialistas europeus apontam que uma equipe de negociação norte-americana pode enfrentar dificuldades para fechar um acordo robusto. Um potencial impasse poderia atrasar a implementação do acordo provisório.

Um fator relevante para a continuidade do acordo envolve a situação no Líbano. Netanyahu afirmou que tropas israelenses permanecerão no sul do país pelo tempo que for necessário para combater o Hezbollah, enquanto Teerã exige retirada israelense.

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