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Lula afirma que o mundo falhou em construir respostas coletivas para crises

Lula critica falha de respostas coletivas à crise global, alerta para aumento da desigualdade e protecionismo provocados por políticas liberais

O protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas
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  • Lula discursou na reunião ampliada do G7, em Évian-les-Bains, França, criticando o modelo econômico global e defendendo respostas coletivas.
  • Ao iniciar o discurso, o presidente relembrou sua primeira participação no então G8, em 2003, na mesma cidade, destacando a trajetória nas cúpulas.
  • Ele afirmou que, em décadas, não houve construção de respostas duradouras e responsabilizou políticas econômicas liberais pela intensificação das desigualdades.
  • O presidente criticou o protecionismo e o unilateralismo como saídas inadequadas para problemas complexos, e alertou que a Agenda 2030 avança no ritmo errado.
  • Lula destacou a concentração de riqueza, citando Elon Musk como o primeiro trilionário mais rico do que 46% dos mais pobres, e ressaltou a distância entre o sul global e a prosperidade de Évian.

Durante a reunião ampliada do G7 em Évian-les-Bains, França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o modelo econômico global. O discurso ocorreu nesta terça-feira, 16 de junho, convidado por Emmanuel Macron. O alvo foi a governança econômica internacional e suas consequências para milhões.

Lula relembrou sua primeira participação no então G8, em 2003, na mesma cidade, destacando a longa relação com o grupo. Afirmou que, desde então, as crises se sucedem, mas não há respostas coletivas duradouras para os grandes problemas.

O presidente afirmou que as políticas econômicas liberais aprofundaram desigualdades e crises institucionais. Segundo ele, a desregulamentação de mercados, o Estado mínimo e a austeridade fiscal não devem ser fins em si mesmos.

Protecionismo e desigualdade

O chefe de Estado também criticou o ressurgimento de protecionismo e de decisões unilaterais em tensões econômicas globais. Ele disse que essas medidas são respostas falhas para problemas complexos.

Lula ressaltou que a distância entre prosperidade em Évian e a realidade de bilhões no Sul Global não está diminuindo. Atribuiu esse quadro à concentração extrema de riqueza gerada por décadas de políticas pró-bilionários.

O presidente chamou atenção para o afastamento de metas da Agenda 2030 e pediu reorganização da cooperação internacional. Afirmou que a cooperação precisa se alinhar a objetivos de desenvolvimento sustentável.

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