- Lula participou da cúpula do G-7 em Évian-les-Bains como convidado, com agenda concentrada nesta terça-feira, incluindo reuniões com o premiê japonês e líderes europeus.
- Pela manhã, ocorreu o anúncio de início das negociações de um acordo entre Japão e Mercosul, com expectativa de avanços na próxima reunião do Mercosul, no dia 30 de junho.
- Brasil e União Europeia criaram um canal bilateral entre o Itamaraty e a Comissão Europeia para tratar de barreiras a produtos de proteína animal e siderurgia, buscando soluções que atendam a interesses de ambas as partes.
- Volodmir Zelenski pediu uma reunião bilateral com Lula; há a possibilidade de encontro na quarta-feira, último dia da cúpula.
- O Brasil não endossou três dos oito documentos do G-7 previstos; endossou apenas dois, citando motivos ligados a temas como clima, Ebola e migração, conforme legislação publicada e comunicado conjunto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do G-7 como convidado em Évian-les-Bains, na França, nesta terça-feira. A agenda incluiu encontros bilaterais e reuniões com líderes europeus, com foco em temas comerciais e de cooperação internacional. Lula viaja acompanhado de assessores que acompanham o fluxo de agendas da cúpula ampliada.
Logo pela manhã, Lula manteve reunião bilateral com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, onde foi anunciado o início de negociações de um acordo entre Japão e Mercosul. A conversa ocorreu por volta das 11h30 no horário local e durou cerca de 30 minutos. O encontro também tratou da cooperação em IA entre Japão e Brasil.
No encontro com a primeira-ministra japonesa, foi divulgado um comunicado conjunto sobre o início das negociações para o Acordo de Parceria Econômica Japão-Mercosul, com previsão de avanços a depender das sensibilidades de cada lado. O Mercosul busca ampliar acordos comerciais para além da UE, mantendo diálogo com Singapura, Emirados, Canadá, Índia, Vietnã e Indonésia.
À tarde, Lula reuniu-se com Ursula von der Leyen, presidente da UE, e com o primeiro-ministro de Portugal, António Costa. O objetivo foi estabelecer um canal bilateral entre Itamaraty e a Comissão Europeia para tratar de barreiras a produtos de proteína animal e siderurgia. O mecanismo visa identificar dificuldades e buscar soluções que atendam as preocupações europeias e os interesses do Brasil.
A cúpula também trouxe a expectativa de discussão com Volodmir Zelenski. O presidente ucraniano pediu uma reunião bilateral com Lula, que se mostrou aberto, mas sem confirmação. A agenda permitiria um encontro apenas no dia final da cúpula, se houver espaço entre as sessões.
Durante o dia, o Brasil não endossou três documentos do G-7, mantendo posição diversa em relação a temas como clima, epidemias e migração. O governo informou que endossou apenas os itens relacionados ao combate ao câncer e ao narcotráfico. Ainda houve divergências sobre minerais críticos e cooperação em saúde pública.
O veto a produtos de origem animal europeu permanece como ponto sensível. Em maio, a UE anunciou a exclusão total dos produtos brasileiros desse segmento, com entrada em setembro. O Itamaraty enfatizou que o canal bilateral com a UE tem caráter técnico e visa facilitar soluções para evitar impactos comerciais.
No âmbito da cooperação internacional, o governo brasileiro confirmou que a cúpula prevê a assinatura de várias declarações. Entre elas, já foram publicadas as de Parcerias para o Desenvolvimento, Luta contra o câncer, Ebola, narcotráfico e migração. O Brasil participou por endossar parte dos itens.
Na quarta-feira, Lula fará discurso na sessão sobre relançar o crescimento econômico, com expectativa de participação em reuniões bilaterais com o presidente do Egito, além de um encontro sobre inteligência artificial envolvendo grandes empresas de tecnologia. O objetivo é manter diálogo com parceiros estratégicos e ampliar acordos comerciais.
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