- Lula se reuniu com Ursula von der Leyen e António Costa na cúpula do G seven, na França, nesta terça-feira (16 de junho de 2026).
- O veto à compra de carne brasileira pelo bloco passa a valer a partir de 3 de setembro; a União Europeia afirma que o Brasil não apresentou informações sobre antimicrobianos.
- Brasil e União Europeia criaram um mecanismo entre o Itamaraty e a Comissão Europeia para tratar de dificuldades em produtos de origem animal e siderúrgicos.
- A UE é o terceiro destino da carne brasileira, atrás de China e Estados Unidos.
- Lula também participa de debates sobre parcerias internacionais, desenvolvimento global e crescimento econômico, e deve cobrar financiamento para pobreza e economias emergentes, além de defender maior valorização de minerais críticos.
Nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu, na cúpula do G7 na França. O encontro tratou do veto à compra de carne brasileira, oficializado em junho e válido a partir de 3 de setembro, e de próximos passos para manter o diálogo com a UE.
A conversa primary abordou as exigências sanitárias, fitossanitárias e a proteção da indústria de aço, com a assinatura de um acordo para criar um mecanismo entre o Itamaraty e a Comissão Europeia que trate das dificuldades em produtos de origem animal e siderúrgicos. A União Europeia informou que o Brasil não apresentou informações obrigatórias sobre antimicrobianos.
Segundo o governo brasileiro, o bloco europeu exige comprovação de conformidade com regras anti-microbianas, vedadas na UE. Dados do Agrostat apontam a UE como 3º destino da carne brasileira, atrás de China e EUA, evidenciando o peso do comércio com o bloco.
Avanços e contextos da reunião
Em paralelo, o Parlamento Europeu aprovou a redução de tarifas sobre produtos industriais dos EUA. Von der Leyen saudou a medida e também anunciou que o Brasil defenderá maior valorização de minerais críticos, como terras-raras, em seus próprios países produtores.
Lula participa de debates sobre parcerias internacionais, desenvolvimento global e crescimento econômico equilibrado. O objetivo é manter financiamentos a programas de combate à pobreza e ao desenvolvimento de economias emergentes, mantendo atuação soberana sobre recursos minerais.
Proximos passos e agenda de encontros
A cúpula marca a 10ª participação de Lula em G7 como convidado, sem direito a decisões formais. A delegação poderá aderir a textos apenas após aprovação pelos membros do grupo, conforme o protocolo.
Na programação de 17 de junho, Lula participa de debates sobre crescimento econômico. Também haverá almoço com representantes da tecnologia para tratar de IA e haverá reuniões bilaterais. O tema é manter parcerias estratégicas entre Brasil e UE.
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