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Refugiados caem, crise humanitária persiste, aponta ONU

ONU registra queda de 3% no total mundial de refugiados em 2025, mas 70% ainda vivem em deslocamento prolongado, sem perspectiva de reconstrução

Jovens aguardam na fronteira de Torkham, entre o Paquistão e o Afeganistão, após retornarem com a família do território paquistanês
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  • O total mundial de refugiados caiu 3% em 2025, para 41,6 milhões, pela primeira vez em dez anos.
  • Cerca de 5,4 milhões buscaram abrigo em outros países; 14,7 milhões foram deslocados de volta às regiões de origem (4,4 milhões de refugiados e 10,3 milhões de deslocados internos).
  • Aproximadamente 70% dos refugiados estão em deslocamento prolongado, sem perspectivas de reconstruir suas vidas.
  • Quase 46 mil pessoas apátridas obtiveram cidadania em 24 países durante 2025; os programas de reassentamento caíram para cerca de 81,8 mil pessoas.
  • Os refugiados vêm, em sua maioria, de Afeganistão, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Ucrânia e Venezuela; Colômbia, Alemanha e Turquia são os principais países de acolhimento.

Pela primeira vez em dez anos, o número global de refugiados caiu 3% em 2025, totalizando 41,6 milhões. A redução, porém, não significa fim da crise humanitária, que segue grave segundo a ONU.

O relatório aponta que 5,4 milhões buscaram refúgio em outros países diante de guerras e violência; ao mesmo tempo, 14,7 milhões foram deslocados de volta às regiões de origem, incluindo 4,4 milhões de refugiados e 10,3 milhões de deslocados internos.

Esse movimento de retorno foi o segundo maior desde 1965, mas ocorreu sob pressão e em condições precárias, com serviços básicos ainda ausentes em muitas regiões. Além disso, cerca de 70% dos refugiados estão em deslocamento de longa duração.

Desafios de longo prazo e cidadania

Quase 46 mil pessoas apátridas obtiveram cidadania em 2025, em 24 países. O tempo de deslocamento preocupa: muitos refugiados continuam afastados de oportunidades estáveis. A duração média do deslocamento permanece alta, com impacto na reconstrução de vidas.

O ACNUR aponta que reduzir a dependência de ajuda humanitária é essencial. A meta é diminuir pela metade, em dez anos, o número de refugiados em deslocamento prolongado nessa condição.

Reassentamento, educação e emprego

A agência defende ampliar acesso à educação, ao mercado de trabalho, a serviços financeiros e à saúde, além de programas de reassentamento e patrocínio humanitário. Em 2025, tais programas caíram mais de 50%, somando cerca de 81,8 mil acolhimentos.

Perfil atual dos refugiados

Mais de 70% dos refugiados vêm de seis países: Afeganistão, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Ucrânia e Venezuela. Países de acolhimento líderes são Colômbia, Alemanha e Turquia. Cerca de 65% residem em regiões próximas aos seus países de origem, e 68% vivem em nações de baixa ou média renda.

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