- O Congo registra mais de 800 casos da Ebola da cepa Bundibugyo, com 192 mortes, segundo o governo.
- A resposta enfrenta desafios como falta de centros de tratamento, resistência da comunidade e escassez de recursos.
- O diretor do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças alerta que o surto pode ser o pior já visto na região, se não houver ação rápida.
- A África CDC informa que apenas 12% dos contatos dos casos confirmados estão sendo acompanhados, além de falta de equipes de sepultamento e de equipamentos de proteção.
- Planos com a Organização Mundial da Saúde demandam US$ 518 milhões para conter o surto; atrasos podem elevar o custo a dezenas de bilhões de dólares, com apoio anunciado por Ramaphosa e pela China.
O surto de ebola no Congo pode ser o pior já registrado, segundo o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC África). A afirmação foi feita durante reunião virtual com líderes africanos, destacando a necessidade de ações rápidas para evitar que a epidemia escale.
Mais de 800 casos da cepa Bundibugyo já foram confirmados no país, com 192 mortes. A doença é transmitida por fluidos corporais e pode se espalhar mesmo após a morte. O surto atinge três províncias, segundo dados oficiais.
Desafios para conter o surto incluem a ausência de centros de tratamento, resistência das comunidades a medidas de higiene e falta de recursos para rastrear contatos. Equipes da Cruz Vermelha registraram insultos, ameaças e ataques contra agentes de campo.
Desafios e resposta internacional
Bruno Michon, da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha, informou que a epidemia ainda não atingiu o pico no leste do Congo e pode levar um ano para erradicação. O CDC África aponta que apenas 12% dos contatos estão sendo monitorados, dificultando a dimensão do surto.
A organização busca cerca de US$ 518 milhões para um plano conjunto com a OMS, objetivo de conter o surto no continente. Sem recursos, o custo financeiro pode subir para dezenas de bilhões de dólares no futuro, segundo oficiais.
Autoridades destacam esforços de apoio logístico e comunitário, mas ressaltam que a aceleração na alocação de recursos é essencial para evitar consequências ainda mais graves. Em resposta, governos da região e parceiros internacionais têm aumentado compromissos de ajuda humanitária.
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