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Surto no Congo pode ser o pior da história, diz CDC da África

Surto de ebola no Congo pode ser o pior de todos os tempos, com mais de oitocentos casos e 192 mortes, diante de falhas na resposta e falta de recursos

Centro de Tratamento da Doença pelo Vírus Ebola no Hospital Geral de Referência de Bunia, no leste da República Democrática do Congo 15 de junho de 2026 REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere
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  • O Congo registra mais de 800 casos da Ebola da cepa Bundibugyo, com 192 mortes, segundo o governo.
  • A resposta enfrenta desafios como falta de centros de tratamento, resistência da comunidade e escassez de recursos.
  • O diretor do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças alerta que o surto pode ser o pior já visto na região, se não houver ação rápida.
  • A África CDC informa que apenas 12% dos contatos dos casos confirmados estão sendo acompanhados, além de falta de equipes de sepultamento e de equipamentos de proteção.
  • Planos com a Organização Mundial da Saúde demandam US$ 518 milhões para conter o surto; atrasos podem elevar o custo a dezenas de bilhões de dólares, com apoio anunciado por Ramaphosa e pela China.

O surto de ebola no Congo pode ser o pior já registrado, segundo o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC África). A afirmação foi feita durante reunião virtual com líderes africanos, destacando a necessidade de ações rápidas para evitar que a epidemia escale.

Mais de 800 casos da cepa Bundibugyo já foram confirmados no país, com 192 mortes. A doença é transmitida por fluidos corporais e pode se espalhar mesmo após a morte. O surto atinge três províncias, segundo dados oficiais.

Desafios para conter o surto incluem a ausência de centros de tratamento, resistência das comunidades a medidas de higiene e falta de recursos para rastrear contatos. Equipes da Cruz Vermelha registraram insultos, ameaças e ataques contra agentes de campo.

Desafios e resposta internacional

Bruno Michon, da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha, informou que a epidemia ainda não atingiu o pico no leste do Congo e pode levar um ano para erradicação. O CDC África aponta que apenas 12% dos contatos estão sendo monitorados, dificultando a dimensão do surto.

A organização busca cerca de US$ 518 milhões para um plano conjunto com a OMS, objetivo de conter o surto no continente. Sem recursos, o custo financeiro pode subir para dezenas de bilhões de dólares no futuro, segundo oficiais.

Autoridades destacam esforços de apoio logístico e comunitário, mas ressaltam que a aceleração na alocação de recursos é essencial para evitar consequências ainda mais graves. Em resposta, governos da região e parceiros internacionais têm aumentado compromissos de ajuda humanitária.

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