- O G7 na França acontece com um histórico de atritos entre Donald Trump e líderes das maiores potências, segundo comentários do Live CNN.
- Brigitte Macron apareceu colocando a mão no rosto de Emmanuel Macron, e Trump aproveitou para atacar, dizendo que “essa esposa dele o trata extremamente mal”.
- Com Mark Carney, Trump mencionou a ideia de anexar o Canadá como 51º estado dos Estados Unidos e chamou Carney de “futuro governador do Canadá”.
- No Reino Unido, Mark Starmer não apoiou firmemente a guerra no Irã e demorou a autorizar uso de bases britânicas pelos EUA; Trump disse que Starmer “não é Winston Churchill”.
- Giorgia Meloni criticou as falas de Trump sobre o Papa; Trump retrucou: “pensei que ela tivesse coragem. estava errado”.
O G7, reunido na França, acontece num contexto de atritos anteriores entre Donald Trump e outros líderes das maiores potências. Em passagem pelo noticioso Live CNN, o editor de Internacional, Diego Pavão, reuniu episódios que vão desde divergências sobre a guerra no Irã até ofensas pessoais entre Trump e chefes de governo.
Entre os conflitos destacados, Macron aparece como primeiro exemplo. Há mais de um ano, Brigitte Macron mudou o foco ao tocar o rosto do presidente francês ao desembarcar de um avião, episódio que foi usado por Trump para criticar o líder francês. A relação entre os dois era tensa, com Pavão ressaltando que Macron seguia buscando se apresentar como um interlocutor que influenciava Trump, mas a convivência azedou.
Outro episódio envolvendo o Canadá mostra um tom diferente. Com Mark Carney, Trump mencionou a ideia de transformar o Canadá em 51º estado americano e passou a se referir a ele como futuro governador do Canadá, em vez de líder de governo de um país soberano.
A relação com o Reino Unido também teve retrocessos. Mark Starmer, então líder do governo britânico, não apoiou com vigor a posição sobre a guerra no Irã e demorou para autorizar o uso de bases britânicas pelos EUA, o que irritou Trump. Em resposta, o ex-presidente comparou Starmer a Winston Churchill, sugerindo uma diferença de perfil entre os dois.
Com a Alemanha, Friedrich Merz gerou tensão ao afirmar que os americanos estavam sendo humilhados pelos iranianos. Trump retrucou chamando a Alemanha de país quebrado, elevando o tom da troca diplomática.
A Itália teve participação com Giorgia Meloni, após críticas de Trump ao Papa. Meloni classificou as observações como inaceitáveis, e Trump respondeu dizendo que esperava mais coragem da italiana.
No Japão, Sanae Takaichi entrou na lista de descontentamentos após um comentário sarcástico sobre Pearl Harbor, ligado a pressões para apoio japonês em questões regionais. O episódio foi usado para ilustrar o estilo de abordagem de Trump em temas de segunda guerra.
Apesar de esses atritos, a leitura de Pavão para o encontro do G7 aponta uma impressão de convívio mais tranquilo entre os líderes, com base nas informações disponíveis até o momento analisado.
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