- Zelenski pediu reunião bilateral com o presidente Lula da Silva durante a cúpula do G‑7, mas o encontro ainda não está confirmado e só poderia ocorrer na quarta‑feira, último dia do evento.
- O objetivo é convencer mais países a pressionar Vladimir Putin a assinar um acordo de paz.
- Lula já se reuniu com Emmanuel Macron e com o presidente da Suíça e participou de encontros com Ursula von der Leyen e António Costa, definindo um canal bilateral para tratar de barreiras a exportações brasileiras, especialmente em proteína animal e siderurgia.
- Zelenski foi recebido por Macron e participou de uma sessão de trabalho com os líderes do G‑7, que começou às dez horas locais; o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou atrasado.
- As negociações ocorrem num momento em que a cúpula do G‑7 também aborda a guerra na Ucrânia, após o anúncio de Trump sobre um acordo com o Irã.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, pediu uma reunião bilateral com Luiz Inácio Lula da Silva durante a cúpula do G-7. A confirmação de abertura para o encontro depende da agenda do brasileiro, com a única janela possível sendo a quarta-feira, último dia do encontro. A solicitação partiu de Zelenski, segundo fontes do governo.
Lula chegou a Évian-les-Bains na segunda-feira. O petista já se reuniu com Emmanuel Macron e Guy Parmelin, recebendo convite para participar do G-7 em caráter efetivo. O tema central das conversas envolve a relação Brasil-EUA e tensões comerciais com a União Europeia.
Agenda no G-7
Nesta terça, Lula manteve encontros com Ursula von der Leyen e António Costa. O Planalto informou que ficou definido um canal bilateral entre o Itamaraty e a Comissão Europeia para tratar de restrições a proteína animal e siderúrgia, buscando soluções para interesses de ambos os lados.
Contexto da reunião e desdobramentos
Zelenski participou de uma sessão de trabalho com líderes do G-7, iniciada às 10h locais, para discutir a guerra na Ucrânia. O encontro ocorreu após a imprensa internacional confirmar a possibilidade de reunião com Lula, ainda sem confirmação oficial.
Mais cedo, o G-7 confirmou que a cúpula acontece de 15 a 17 de junho, reunindo líderes de Alemanha, Reino Unido, Canadá, França, Itália, Japão e EUA, além de convidados. A atividade ocorreu em meio a anúncios sobre outras pautas regionais e disputas diplomáticas.
Ações no cenário internacional
Enquanto os trabalhos no G-7 prosseguiam, o líder ucraniano recebeu cumprimentos calorosos dos demais chefes de Estado. Em paralelo, Trump sinalizou avanços em negociações com o Irã para encerrar conflitos na região, tema que ganha destaque próximo aos desdobramentos sobre a Ucrânia.
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