- O artista russo Robert Kuzovkov, conhecido como Seymon Skrepetsky, foi morto a tiros na segunda-feira em Biała Podlaska, no leste da Polônia, com cinco ferimentos de entrada no corpo.
- Dois nacionais da Bielorrússia foram detidos; ainda não foram indiciados, e um deles foi preso próximo ao consulado da Bielorrússia.
- Skrepetsky era reconhecido por retratos críticos a figuras como Vladimir Putin, Alexander Lukashenko e Ramzan Kadyrov, além de símbolos da Igreja Ortodoxa; atuava também como performer.
- O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou que o crime tem características de assassinato político, enquanto as investigações seguem sem conclusão sobre a motivação.
- O artista morava na Polônia desde 2021 por medo de perseguição política e havia participado de eventos em Berlim e na primeira semana da Bienal de Veneza, entre outras ações.
O artista russo Robert Kuzovkov, conhecido como Seymon Skrepetsky, foi morto a tiros na segunda-feira em Biała Podlaska, no leste da Polônia. Dois nacionais bielorrussos foram detidos, ainda sem acusações formais, após a intervenção da polícia local. A vítima apresentava cinco ferimentos de bala.
Segundo informações de veículos britânicos, o Telegraph, a autoria aponta para uma execução a queima-roupa. A polícia ainda não confirmou o motivo, mas o primeiro-ministro polonês sugeriu tratar-se de um assassinato político.
Skrepetsky era conhecido por performances e retratos críticos a autoridades russas, incluindo Putin, Lukashenko e Kadyrov. Meses antes, viveu na Polônia desde 2021 temendo perseguição política.
Contexto e desdobramentos
O artista havia passado por Berlim, onde esteve em ações públicas contra o governo russo e exibiu obras satirizando Putin. Também participou de eventos paralelos à Venice Biennale, com peças que provocaram debates sobre o papel da Rússia no cenário internacional.
Autoridades levantaram a hipótese de motivações políticas, conforme declaração do premiê polonês. A investigação segue para esclarecer relação entre os detidos e o crime, bem como possíveis contatos com redes de oposição ao regime russo.
Skrepetsky esteve na mira de críticos por seus trabalhos e por acusações de difamar figuras oficiais. Notícias sobre o caso passam a ter repercussão internacional, com temores de que represente novo componente de violência política contra dissidentes.
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