- Um drone russo Shahed atingiu a Catedral da Dormição do Mosteiro de Kyiv-Pechersk Lavra, incendiando o telhado; o local é um Patrimônio Mundial da UNESCO e remonta a mais de mil anos, no dia 15 de junho.
- O fogo mobilizou cerca de 140 bombeiros e 40 veículos, foi combatido por cinco horas e deixou cinco mortos e 35 feridos em Kiev.
- Em toda a Ucrânia, o ataque na mesma data deixou 11 mortos e 53 feridos; a Rússia foi responsável por 70 mísseis e 611 drones, na maioria Shahed.
- O presidente Volodymyr Zelenskyy visitou as ruínas, informou que dois drones alvejaram deliberadamente a área do Mosteiro e do Arsenal Mystetskyi, e pediu pressão internacional.
- O Metropolita Epifânio comparou as forças invasoras a Herodes, afirmou que o ataque é um crime contra o patrimônio mundial e pediu orações pela proteção do local.
O ataque de drone russo incendiou a Catedral da Dormição, principal igreja do Mosteiro de Kyiv-Pechersk Lavra, em Kiev. O incidente ocorreu na noite de 15 de junho, durante uma ofensiva russa que atingiu diversas áreas da capital e de outras cidades da Ucrânia. A catástrofe deixou mortos e feridos, enquanto bombeiros atuavam para controlar as chamas.
O ataque foi confirmado pelo governo ucraniano e pelo presidente Volodymyr Zelenskyy. Segundo relatos oficiais, o drone Shahed atingiu o edifício histórico, um Patrimônio Mundial da UNESCO com mil anos de história, contribuindo para danos graves no complexo monástico. Também houve fogo no museu Mystetskyi Arsenal nas proximidades.
A resposta de emergência mobilizou cerca de 140 bombeiros e 40 veículos. As equipes, trabalhando por cinco horas, conseguiram debelar o fogo que se alastrava pelo local. O incidente ocorreu em meio a uma ofensiva ampla da Rússia, que também atingiu Kharkiv, Dnipro e outras áreas, com dezenas de drones e mísseis lançados.
Desdobramentos e reações
O porta-voz ouvidos oficiais destacaram que o ataque visava o Mosteiro das Cavernas e áreas próximas. Autoridades ressaltaram a perda de patrimônio cultural mundial e a gravidade do ato para a região. O Metropolita Epifânio, líder da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, condenou o ataque e comparou as forças invasoras a figuras históricas, pedindo orações pela proteção do local.
O governo ucraniano, representado pela vice-primeira-ministra Tetiana Berezhna, enfatizou o impacto sobre a memória e a identidade cultural. Berighna classificou o episódio como um crime contra o patrimônio da humanidade. O presidente Zelenskyy visitou as ruínas para observar os trabalhos de socorro e agradecer aos voluntários.
O episódio eleva o registro de vítimas do dia: ao todo, foram confirmadas 11 mortes e 53 feridos em todo o país, segundo o governo. Zelenskyy pediu apoio internacional para aumentar a pressão sobre Moscou e reforçar a defesa ucraniana, mantendo a coordenação diplomática com parceiros.
A Lavra já havia sofrido danos estruturais no fim de janeiro, quando outra explosão atingiu áreas internas do mosteiro. A história do complexo remonta a 1051, sendo um dos mais antigos espaços do cristianismo oriental e abrigo de túmulos históricos, como o do fundador de Moscou, Yuriy Dolgorukiy.
Fontes: Folha Gospel com informações de Christian Daily
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