- Durante a cúpula do G7 em Évian-les-Bains, Trump recebeu bajulações de outros líderes, o que incomodou integrantes do governo Lula.
- As homenagens vieram em torno do aniversário de oitenta anos de Trump e do anúncio de acordo entre Estados Unidos e Irã.
- O chanceler alemão, Friedrich Merz, chegou a presentear Trump com uma camisa da seleção da Alemanha.
- Em sessão na quarta-feira, Trump chegou atrasado e disse “I’m the boss!” ao entrar na sala.
- O governo brasileiro avalia que o anfitrião Macron fez questão de prestigiar Trump, enquanto Lula não aderiu à bajulação.
Évian-les-Bains, França — A cúpula do G7, realizada na França, teve momentos de bajulação ao presidente dos EUA, Donald Trump, que geraram desconforto entre auxiliares do governo Lula. O episódio ocorreu durante encontros e sessões fechadas.
Parcerias e celebrações também marcaram a agenda. Em uma reunião na terça-feira (16/6), Trump foi elogiado publicamente por chefes de Estado, citando o aniversário de 80 anos e o acordo entre EUA e Irã. Ato de reconhecimento ocorreu em diferentes ocasiões.
Na mesma sessão, o chanceler alemão, Friedrich Merz, presenteou Trump com uma camisa da seleção alemã, destacando a conexão familiar do presidente com a Alemanha. A cena reforçou a percepção de atratividade de Trump para aliados.
Fala-se ainda que o anfitrião Macron valorizou a participação americana nas discussões, inclusive com um jantar reservado no Palácio de Versalhes após o G7. A agenda visou manter os EUA engajados nos temas centrais da cúpula.
Lula e seus indicados, por sua vez, teriam mantido posição de não aderir plenamente à linha de bajulação. Os relatos indicam cumprimentos pontuais entre Lula e Trump, sem interação mais profunda durante os três dias de encontro.
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