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Brasil aprova três textos do G7 e rejeita linguagem sob medida para Trump

Brasil concordará com apenas três dos oito textos negociados na cúpula do G7 em Évian, abrindo mão de temas como mudanças climáticas e a atuação da ONU

Líderes do G7 e países convidados participam de jantar de gala da cúpula de Évian. Na frente, Luiz Inácio Lula da Silva (à esq.) e Janja da Silva posicionam-se ao lado de Emmanuel Macron e Brigitte, Donald Trump e Narendra Modi. (16/06/2026)
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  • O Brasil deve concordar com apenas três dos oito textos negociados na cúpula do G7 em Évian, na França.
  • Os documentos teriam sido ajustados para evitar que Donald Trump deixasse o evento ou bloqueasse as declarações.
  • Dentre os seis textos já divulgados, o Brasil apoiou apenas combate ao câncer e ao tráfico de drogas.
  • O governo brasileiro atuará para endossar as conclusões sobre proteção de menores na esfera digital, tema da última sessão, com participação de CEOs de tecnologia.
  • A França, ao parecer, acomodou a visão norte‑americana: mudanças climáticas ficaram de fora, e a posição sobre OMS e temas ligados aos organismos internacionais também foi simplificada.

O Brasil deverá concordar apenas com três dos oito textos negociados na cúpula do G7 em Évian, na França. As bases dos documentos teriam sido ajustadas para evitar que o presidente americano Donald Trump abandone o encontro, deixando de fora temas como mudanças climáticas e o papel das Nações Unidas.

Participam da negociação como convidados: Brasil, Coreia do Sul, Índia, Quênia e Egito. A configuração envolve reuniões ao longo de 2024 e a decisão final depende dos textos aprovados pelos membros plenos do G7: EUA, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Japão e Canadá.

Até aqui, seis textos já foram divulgados. O Brasil apoiou apenas dois: combate ao câncer e combate ao tráfico de drogas. O governo deve ainda endossar conclusões sobre a proteção de menores na esfera digital, tema da última sessão de debates.

Fronteira entre interesses e construção de consensos

A França, que coordena a cúpula, optou por não abordar mudanças climáticas nos textos finais. Além disso, o documento sobre o combate ao ebola não enfatiza a atuação da OMS, refletindo distanciamento de organismos da ONU.

Outra linha aborda parcerias internacionais para o desenvolvimento, com críticas implícitas à dependência de empréstimos. Já o texto sobre minerais críticos traz tom crítico à China, apontada como referência de concorrência estratégica. O conjunto офи de temas reforça visão dominante no norte global.

Agenda de Lula

Nesta manhã, o presidente Lula participa de painel sobre desequilíbrios macroeconômicos globais, um dos temas centrais da cúpula. Em seguida, ele faz o segundo e último discurso oficial do encontro. Trump chegou atrasado ao debate, sendo substituído temporariamente por Scott Bessent, secretário do Tesouro.

Após o painel, Lula participa de almoço de trabalho sobre inteligência artificial e proteção de menores no ambiente digital. Entre compromissos, está a reunião bilateral com Abdel Fattah al-Sissi, presidente do Egito. Durante a tarde, há possibilidade de encontro com Volodymyr Zelensky, convidado a participar.

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