- A reunião entre Lula e Trump na Cúpula do G7 não ocorreu; as negociações sobre tarifas dos EUA seguem como prioridade do governo brasileiro.
- As tarifas de 25% anunciadas podem entrar em vigor a partir de 15 de julho.
- O Brasil busca derrubar o protecionismo europeu e avançar no acordo entre Mercosul e União Europeia.
- O economista Pedro de Leão Bispo, da Faculdade Getulio Vargas, diz que uma parceria com o Japão é relevante para o Brasil e o Mercosul, por ser um polo de tecnologia e de consumo de insumos.
- Segundo ele, é necessário investimento brasileiro para vencer barreiras sanitárias da União Europeia, que é um grande mercado consumidor.
Brasil mira novos mercados e avalia parceria com Japão como medida estratégica para o Mercosul. A avaliação aparece em meio a negociações comerciais e ao pano de fundo de tarifas norte-americanas que seguem como prioridade do governo.
A ausência da reunião entre Lula e Trump na Cúpula do G7 ficou marcada, mas as discussões sobre tarifas de 25% continuam em pauta. A possibilidade de entrada das novas tarifas pode ocorrer a partir de 15 de julho, segundo fontes oficiais.
Além das tarifas, o Brasil busca avançar no acordo entre Mercosul e União Europeia, com foco em ampliar exportações de alimentos, matérias-primas e tecnologia. A linha de atuação busca ampliar a diversificação de mercados diante do protecionismo.
Japão como aliado estratégico
Especialista da FGV, Pedro de Leão Bispo, destaca que o Japão representa um parceiro relevante para o Brasil e para o Mercosul, por ser um polo tecnológico que depende de importações. Ele aponta que o Brasil precisa enfrentar barreiras sanitárias para conquistar espaço no mercado japonês.
Para o professor, a União Europeia é um grande destino de consumo e exige investimentos para manter padrões de qualidade. Segundo ele, aproximar Brasil e Japão pode facilitar a entrada de produtos brasileiros com certificação adequada, ampliando as oportunidades de crescimento externo.
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