- Brasil rejeitou a maioria dos oito textos negociados na cúpula do G7 em Évian, por estarem moldados para agradar o presidente dos EUA, Donald Trump.
- O governo Lula concordou com apenas três dos oito textos, segundo fontes próximas citadas pela Rádio France Internationale (RFI).
- A visão brasileira é de que os documentos evitam atritos com os EUA, deixando de fora temas como mudanças climáticas, reforma de instituições multilaterais e o papel da Organização das Nações Unidas em conflitos.
- A delegação brasileira apoiou apenas dois dos seis textos já divulgados pela França: combate ao câncer e combate ao tráfico de drogas.
- A França, como anfitriã, buscava evitar que Trump deixasse o encontro ou veto a aprovação, influenciando a redação dos textos.
O Brasil rejeitou a maioria dos documentos debatidos na cúpula do G7, realizada em Évian, França. Segundo fontes próximas às negociações, Brasília concordou com apenas três dos oito textos apresentados. A oposição ocorreu por o governo não concordar com um tom considerado favorável a Donald Trump.
De acordo com a rádio pública francesa RFI, os seis demais textos já divulgados pela diplomacia francesa tratam de geopolítica, parcerias internacionais, saúde e combate a delitos. O governo brasileiro apoiou apenas os itens sobre combate ao câncer e ao tráfico de drogas.
Brasília sustenta que os documentos foram moldados “sob medida” para evitar atritos com o presidente americano, que participou da cúpula. Assim, pautas como mudanças climáticas, reformas em instituições multilaterais e o papel da ONU em conflitos ficaram fora das discussões.
A delegação brasileira participa do encontro como convidada da França e pode endossar ou não os textos finais. A avaliação de uma fonte à Folha de S. Paulo explica o que motivou a recusa: evitar repetição de situações semelhantes a 2025, quando o tema gerou controvérsia.
Entre os itens divulgados, seis textos envolvem temas atuais da agenda internacional. Segundo a Receita da delegação, o Brasil apoiou apenas os documentos sobre câncer e sobre o combate ao tráfico de drogas, mantendo posição mais restrita em outras pautas.
A França, por sua vez, é apontada como responsável pela formatação dos textos para evitar divergências com os EUA. Observa-se que o tema das mudanças climáticas não foi incluído em textos que tratam da saúde global e da OMS no contexto do Ebola.
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