Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil rejeita documentos do G7 por tom favorável a Trump

Brasil rejeita textos do G7 por tom favorável a Trump; concorda com apenas três de oito, e pautas como mudanças climáticas ficaram de fora

O presidente Lula em reunião com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, durante o G7 (Foto: EFE/EPA/YOAN VALAT)
0:00
Carregando...
0:00
  • Brasil rejeitou a maioria dos oito textos negociados na cúpula do G7 em Évian, por estarem moldados para agradar o presidente dos EUA, Donald Trump.
  • O governo Lula concordou com apenas três dos oito textos, segundo fontes próximas citadas pela Rádio France Internationale (RFI).
  • A visão brasileira é de que os documentos evitam atritos com os EUA, deixando de fora temas como mudanças climáticas, reforma de instituições multilaterais e o papel da Organização das Nações Unidas em conflitos.
  • A delegação brasileira apoiou apenas dois dos seis textos já divulgados pela França: combate ao câncer e combate ao tráfico de drogas.
  • A França, como anfitriã, buscava evitar que Trump deixasse o encontro ou veto a aprovação, influenciando a redação dos textos.

O Brasil rejeitou a maioria dos documentos debatidos na cúpula do G7, realizada em Évian, França. Segundo fontes próximas às negociações, Brasília concordou com apenas três dos oito textos apresentados. A oposição ocorreu por o governo não concordar com um tom considerado favorável a Donald Trump.

De acordo com a rádio pública francesa RFI, os seis demais textos já divulgados pela diplomacia francesa tratam de geopolítica, parcerias internacionais, saúde e combate a delitos. O governo brasileiro apoiou apenas os itens sobre combate ao câncer e ao tráfico de drogas.

Brasília sustenta que os documentos foram moldados “sob medida” para evitar atritos com o presidente americano, que participou da cúpula. Assim, pautas como mudanças climáticas, reformas em instituições multilaterais e o papel da ONU em conflitos ficaram fora das discussões.

A delegação brasileira participa do encontro como convidada da França e pode endossar ou não os textos finais. A avaliação de uma fonte à Folha de S. Paulo explica o que motivou a recusa: evitar repetição de situações semelhantes a 2025, quando o tema gerou controvérsia.

Entre os itens divulgados, seis textos envolvem temas atuais da agenda internacional. Segundo a Receita da delegação, o Brasil apoiou apenas os documentos sobre câncer e sobre o combate ao tráfico de drogas, mantendo posição mais restrita em outras pautas.

A França, por sua vez, é apontada como responsável pela formatação dos textos para evitar divergências com os EUA. Observa-se que o tema das mudanças climáticas não foi incluído em textos que tratam da saúde global e da OMS no contexto do Ebola.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais