- O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que a comunidade internacional ajude o Haiti, durante visita iniciada na terça-feira (16/6).
- Ele destacou a necessidade de apoiar a Força Multinacional de Supressão de Gangues (GSF), que chega ao país para restabelecer paz, segurança e oferecer assistência humanitária.
- A GSF foi criada pelo Conselho de Segurança da ONU em setembro de 2025 e reúne cerca de 5,5 mil tropas, que começaram a chegar ao Haiti em março deste ano.
- A violência de gangues aumentou desde 2021, após o assassinato do ex-presidente Jovenel Moïse, com grupos armados controlando parte significativa da capital, Porto Príncipe.
- A ONU classifica o Haiti como a crise mais grave das Américas, com cerca de 5,8 milhões de pessoas em insegurança alimentar e muitos haitianos buscando saída do país.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que a comunidade internacional mobilize ajuda para o Haiti. A declaração ocorreu durante visita que começou nesta terça-feira (16/6) ao país caribenho. O objetivo é apoiar a nova missão da ONU.
Guterres destacou o papel da Força Multinacional de Supressão de Gangues (GSF), que chega ao Haiti para restabelecer a paz, garantir a segurança e oferecer assistência humanitária. Segundo ele, é crucial minimizar o sofrimento em Porto Príncipe.
Contexto da missão
A GSF foi criada pelo Conselho de Segurança da ONU em setembro de 2025. O contingente soma cerca de 5,5 mil tropas, que começaram a chegar ao país em março deste ano. A missão substituiu tentativas anteriores da organização para restabelecer a ordem.
Desde 2021, o Haiti enfrenta crise humanitária e de violência, agravada pelo assassinato do ex-presidente Jovenel Moïse. Guanham-se relatos de forte atuação de gangues nas ruas do país, elevando a vulnerabilidade da população.
A violência levou à tomada de grandes áreas, com estimativas de que até 85% de Porto Príncipe estejam sob controle de gangues. A ONU classifica o Haiti como a mais grave crise nas Américas, com impactos na alimentação de 5,8 milhões de pessoas.
Deslocamentos também aumentaram, com milhares de haitianos deixando o país nos últimos anos em busca de segurança. O cenário humanitário segue crítico, mesmo com esforços da comunidade internacional.
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