- O governo do Chile destruiu, nesta terça-feira, uma ponte de areia improvisada que permitia atravessar um fosso no Deserto do Atacama, próximo à fronteira com a Bolívia.
- A passagem ficava na região de Tarapacá e foi criada para burlar o fosso destinado a impedir imigração irregular.
- O Palácio de La Moneda afirmou que a estrutura poderia ser usada por máfias para contrabando de mercadorias ou veículos roubados.
- A ação integra o plano Escudo Fronteiriço, mecanismo do governo para reforçar o controle na fronteira.
- O subsecretário do Interior, Máximo Pavez, disse que tentativas de contornar a barreira podem ocorrer, mas serão enfrentadas rapidamente pelo Estado; o governo também fiscaliza empresas que contratam imigrantes irregulares e estima cerca de 330 mil migrantes sem documentação no país.
O governo do Chile destruiu uma ponte improvisada que cruzava uma vala escavada no deserto, próxima à fronteira com a Bolívia, na região de Tarapacá, no Deserto do Atacama. A estrutura visava driblar o fosso instalado para impedir imigração irregular. A ação ocorreu na terça-feira, 16, como parte do esforço de controle fronteiriço.
Autoridades divulgaram nas redes sociais imagens da destruição com uma escavadeira, mostrando a ponte de areia cedendo sobre o fosso. O objetivo era impedir a passagem de pessoas e veículos que tentavam contornar o measure de segurança.
Segundo o governo, a ponte poderia ser usada por máfias para tráfico de mercadorias ou veículos roubados. A mensagem reforça o tom de alerta sobre a atuação de organizações criminosas na fronteira.
Contexto do **Escudo Fronteiriço**
O então governo de José Antonio Kast planeja ampliar fossos, muros e monitoramento na fronteira norte. O objetivo é reduzir entradas irregulares e aumentar o controle de permanência.
Máximo Pavez, subsecretário do Interior, afirmou que tentativas de burlar os controles podem ocorrer, mas serão respondidas rapidamente pelos órgãos do Estado. O Exército e o Ministério de Obras Públicas reforçam a atuação.
O governo informou que já iniciou ações de fiscalização de empresas que contratam migrantes irregulares. Estima-se que cerca de 330 mil pessoas estejam no Chile sem documentação, segundo autoridades.
Desafios de expulsões e migração
O governo informou que iniciou voos de expulsão, mas não dispõe de recursos para todas as deportações. Além disso, há dificuldades para repatriar venezuelanos, devido à ausência de relações com o governo venezuelano.
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