- A Meta enfrenta clima de pressão e descontentamento no time de inteligência artificial aplicado, conforme reportagem da Wired; a empresa não comentou o caso.
- O grupo, formado em março, tem cerca de 6,5 mil pessoas na função, e os funcionários reclamam de tarefas mecânicas, prazos curtos e pouca criatividade.
- Um funcionário comparou o ritmo de trabalho a um gulag, apontando sensação de falta de propósito e interação, com várias semanas carregadas por tarefas repetitivas.
- A demissão em massa de aproximadamente 7,8 mil pessoas gerou sobrecarga e estresse em áreas como engenharia de data centers e até no Instagram.
- Executivos reconhecem erros e o CEO Mark Zuckerberg sinaliza mudanças, incluindo redução de demissões neste ano; houve também cancelamento ou atraso de uma hackathon de IA prevista para julho.
Ao menos uma das áreas da Meta enfrenta tensão interna, com pressão no ambiente de trabalho e descontentamento entre funcionários. A reportagem da Wired aponta dificuldades no time de Applied AI, criado em março para apoiar a divisão Superintelligence Labs. A empresa não comentou o caso.
O clima seria marcado por tarefas consideradas pesadas e repetitivas, com prazos curtos para acompanhar metas ambiciosas no campo da IA. Funcionários afirmam que o formato do trabalho é mecânico, sem espaço criativo, o que eleva o desgaste no dia a dia.
A demissão em massa recente na Meta, envolvendo cerca de 7,8 mil funcionários, também é citada como fator de tensão. Em diversas áreas, o anúncio e o fluxo de informações sobre os cortes geraram aumento de carga de trabalho e estresse adicional.
Outros relatos indicam controvérsias internas sobre monitoramento de cliques e conteúdos digitados por usuários para treinar modelos de IA. A medida provocou protestos entre funcionários e, embora tenha recebido alguns ajustes, não foi revertida por completo.
Em resposta interna, o gerente de produto Chris Cox reconheceu a necessidade de reforçar a comunicação entre liderança e equipes, sem prometer ganhos excessivos com IA. Um memorando do CEO Mark Zuckerberg admitiu erros e sinalizou mudanças, citando a intenção de estabilidade no curto prazo.
Ainda segundo a matéria, Zuckerberg indicou que não planeja novas demissões neste ano, diante da complexidade das transformações. Uma proposta de realizar uma hackathon de IA em julho foi cancelada ou suspensa por falta de clima e prioridades mais urgentes dentro da empresa.
A reportagem ressalta que a empresa está em processo de ajuste interno, com diferentes áreas recebendo impactos diretos das estratégias de IA e dos cortes. A Meta não publicou posicionamento oficial sobre o conteúdo da matéria.
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