- Os Estados Unidos elevaram a tarifa sobre carros elétricos produzidos na China para cento por cento em 2024, dentro de um pacote que incluiu semicondutores, baterias, painéis solares, aço e alumínio, dificultando a entrada de EVs chineses no varejo.
- Além dos EVs, carros de passeio não elétricos sofrem tarifas significativas—em torno de trinta e sete e meio por cento, dependendo da classificação—servindo para proteger a indústria interna.
- Marcas ligadas à China seguem atuando no mercado americano, como Polestar (controlada pela Geely) e Volvo, que vendem modelos no país.
- A BYD atua nos EUA principalmente em ônibus e veículos comerciais, mantendo fábrica em Lancaster, na Califórnia, com encomendadas cento e trinta buses elétricos para o Departamento de Transportes de Los Angeles; os veículos têm mais de setenta por cento de conteúdo americano. A BYD também foi incluída numa lista do Pentágono de empresas chinesas que poderiam auxiliar as forças armadas de Pequim.
- No Brasil, o caminho foi diferente: desde janeiro de 2024 há imposto de importação progressivo para carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in, chegando a trinta e cinco por cento em julho de dois mil e vinte e seis, o que afeta especialmente montadoras chinesas.
Os Estados Unidos elevaram as barreiras de importação para carros chineses, especialmente elétricos, para dificultar sua entrada no mercado. Em 2024, sob o governo Biden, a tarifa adicional sobre veículos elétricos produzidos na China foi elevada a 100%. O movimento faz parte de um pacote que inclui semicondutores, baterias, painéis solares, aço e alumínio.
Com a medida, carros elétricos chineses praticamente não encontram espaço para competir no varejo americano. O objetivo declarado é proteger a indústria doméstica diante da competitividade chinesa, sobretudo no segmento de EVs, que passou a ser liderado por fabricantes chineses nos últimos anos.
Muro tarifário erguido por Washington
A decisão americana é apresentada como proteção ao setor interno contra o preço agressivo dos veículos chineses. Além da tarifa de 100% sobre EVs, há camadas tributárias para automóveis importados da China, incluindo valores próximos a 37,5% para carros de passeio não elétricos, dependendo da classificação.
A estratégia aponta para blindar o mercado americano em um dos pilares da indústria. A tributação elevada visa reduzir a competição direta de veículos elétricos chineses no varejo dos EUA.
Presença de marcas ligadas à China no mercado
Mesmo com restrições a carros elétricos de passeio, marcas ligadas à China mantêm atuação nos Estados Unidos. A Polestar, fabricante sueca controlada pela Geely, vende modelos como o Polestar 1 e o Polestar 2. A Volvo, adquirida pela Geely, também comercializa veículos no país.
BYD foca em ônibus e veículos comerciais
A BYD atua nos EUA principalmente com ônibus e veículos comerciais, não com carros de passeio. A fabricante mantém uma fábrica em Lancaster, Califórnia, com capacidade para cerca de 1.500 ônibus elétricos. Em Los Angeles, recebeu encomenda de 130 ônibus elétricos K7M, fabricados localmente, com mais de 70% de conteúdo americano.
Essa atuação mostra que, mesmo com o bloqueio a carros de passeio, há espaço para produção chinesa em setores como transporte público.
Âmbito de segurança nacional e comércio
A relação entre BYD e os EUA ganhou desdobramentos ao entrar para a lista do Pentágono de empresas chinesas que, segundo o Departamento de Defesa, poderiam apoiar as forças armadas de Pequim. A lista não impõe sanções automáticas, mas sinaliza cautela em futuras compras governamentais e nas escolhas de fornecedores.
O caso evidencia que o debate sobre carros chineses nos EUA envolve mais do que preço e competição: envolve segurança nacional e estratégia econômica entre Washington e Pequim.
No Brasil, trajetória diferente
O Brasil adotou caminho distinto, retomando o imposto de importação sobre carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in adquiridos no exterior desde janeiro de 2024. A alíquota para elétricos avançará de 10% para 18% em julho de 2024, chegando a 35% em julho de 2026.
Para híbridos, a seqüência é 12% → 25% → 30% → 35%. Híbridos plug-in seguem 12% → 20% → 28% → 35%. A medida atinge especialmente montadoras chinesas, que ampliam presença no mercado brasileiro, ao lado de Toyota, GM, Volkswagen e Stellantis.
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