- O acordo interino entre EUA e Irã, com 14 pontos, foi apresentado publicamente após dias de sigilo e será oficialmente assinado em Suíça na sexta-feira.
- Entre os pontos, há o fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo no Líbano, e a abertura do estreito de Hormuz em até trinta dias, com o fim do bloqueio americano.
- As forças americanas próximas ao Irã seriam retiradas em até trinta dias após o acordo final; EUA e parceiros regionais devem criar um plano de reconstrução de pelo menos USD 300 billion para o Irã, com sanções encerradas conforme cronograma.
- No aspecto nuclear, o Irã reitera não buscar nem desenvolver armas nucleares, e há um mecanismo para dispor do material enriquecido a ser definido em negociações finais.
- Líderes do G7 saudaram o acordo, e o presidente Donald Trump disse que, se não houver acordo definitivo em sessenta dias, o país retomará ataques.
O governo dos EUA divulgou um memorando de entendimento com o Irã, apresentado como avanço significativo na busca por paz no Oriente Médio. O texto, com 14 pontos, foi lido por um alto funcionário americano na quarta-feira e será assinado formalmente na Suíça, na sexta-feira.
O acordo propõe o fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo no Líbano, e a reabertura do Estreito de Hormuz em até 30 dias, com o fim do bloqueio americano e esforços iranianos para garantir a passagem segura de navios comerciais. A retirada de forças dos arredores do Irã deve ocorrer em até 30 dias após o fechamento do acordo, segundo o documento.
Além disso, o memorando prevê o desenvolvimento de um plano de reconstrução e desenvolvimento econômico do Irã, com valor de pelo menos 300 bilhões de dólares, em conjunto com parceiros regionais. O texto também contempla a suspensão de sanções dos EUA, segundo cronograma a ser acordado no acordo final.
No âmbito nuclear, o documento afirma que o Irã reitera não buscará armas nucleares e que as duas partes trabalharão para definir o destino do material enriquecido, mediante mecanismo a ser acordado. Qualquer disposição final dependerá de negociações adicionais.
Contexto e próximos passos
O acordo é apresentado pelo governo americano como base para negociações subsequentes, que deverão tratar de questões mais complexas ligadas ao programa nuclear iraniano. Além disso, a formalização em território suíço sinaliza uma etapa intermediária antes de um acordo definitivo.
Durante a coletiva, o presidente Donald Trump apontou que, se o Irã cumprir as condições, o tratado poderá se manter. Caso contrário, indicou que a atuação militar poderá retornar. Diversos líderes mundiais acompanharam o anúncio como apoio ao andamento das negociações.
Reações e desdobramentos
Líderes do G7 elogiaram a iniciativa e defenderam a necessidade de um cessar-fogo na região, com foco na redução de tensões entre Irã e Israel. O conjunto de Nações também ressaltou a importância de evitar a proliferação de armas nucleares na região.
O presidente iraniano não participou do anúncio público, mas o governo do Irã confirmou o interesse em negociações adicionais para confirmar os termos do acordo final. Autoridades de campo enfatizam que a implementação dependerá de avanços técnicos e diplomáticos entre as partes.
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