- Os EUA divulgaram o texto do acordo de quatorze pontos com o Irã, alegando “grande vitória” mesmo com concessões para reabrir o estreito de Hormuz e evitar uma depressão econômica global.
- O presidente Donald Trump disse que o Irã pode enriquecer urânio para uso civil e que não pressionaria o país a abandonar o programa de mísseis, além de sinalizar a devolução de bilhões de dólares em ativos iranianos congelados.
- O acordo prevê desmantelar parcialmente o estoque de urânio altamente enriquecido (cerca de 440 kg) por meio de down-blending e abrir caminho para discussões adicionais, com supervisão da IAEA.
- Financeiramente, há incentivos como a suspensão do bloqueio naval aos portos iranianos, waivers para exportação de petróleo e a potentialização de um fundo de reconstrução de trinta bilhões de dólares, com participação de parceiros do Golfo.
- O texto incluiria ainda um cessar-fogo de sessenta dias envolvendo o Líbano, limitaria ações militares de Israel no país e reafirmaria que o Irã não deve buscar armas nucleares; o acordo deverá ser assinado em breve.
O governo dos Estados Unidos divulgou o texto de seu acordo de 14 pontos com o Irã, apresentado como uma vitória estratégica, mesmo diante de concessões políticas e financeiras para reabrir o estreito de Hormuz e evitar uma crise econômica global. O anúncio foi feito enquanto o texto integrava a divulgação oficial.
O acordo propõe medidas para impedir que o Irã obtenha armas nucleares, incluindo discussões sobre diluir parte do estoque de urânio altamente enriquecido de 440 kg sob supervisão da OIEA. Autoridades da Casa Branca afirmam que pelo menos a diluição ocorreria, com potencial para avanços adicionais.
Trump justificou o pacto dizendo que a alternativa seria uma depressão mundial, citando a possível repressão do comércio marítimo no estreito de Hormuz caso não houvesse acordo. O presidente afirmou ainda que poderia haver desbloqueio de ativos iranianos congelados e o fim de sanções internacionais, com recursos de reconstrução envolvendo parceiros do Golfo.
Concessões e condições do acordo
O texto prevê o levantamento imediato do bloqueio naval aos portos iranianos e eventuais waivers para exportação de petróleo iraniano, além da eventual suspensão de sanções internacionais. Um fundo de reconstrução de 300 bilhões de dólares, financiado por parceiros regionais, é citado como mecanismo de apoio econômico ao Irã.
Conforme o acordo, o Irã deveria permitir o trânsito livre de navios pelo estreito de Hormuz por 60 dias e conter aliados estrangeiros, incluindo Hezbollah no Líbano, além de reiterar a não obtenção de armas nucleares. A negociação prevê ainda conversas nucleares adicionais, com foco na diluição do urânio enriquecido.
Reações e contexto internacional
O acordo recebeu apoio de líderes do G7, que destacaram a oportunidade histórica para impedir a proliferação de armas nucleares e reduzir tensões regionais. Pequenas disputas geopolíticas envolvendo Israel, Hezbollah e forças regionais também aparecem como contexto do impasse.
O texto sugere que uma assinatura formal ocorreria em breve, possivelmente entre líderes dos EUA e do Irã, com cerimônia programada para ocorrer em Genebra. A verificação do cumprimento seria acompanhada por organismos internacionais e por autoridades diplomáticas envolvidas.
Perspectivas e próximos passos
Autoridades do governo americano indicaram que o acordo deve receber um mecanismo de verificação contínua e que novas tratativas abririam espaço para discutir o programa de mísseis balísticos do Irã. A avaliação interna sustenta que o pacto evita tensões maiores e cria condições para diálogo estratégico.
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