- Os Estados Unidos reassumiram parte da ajuda e contribuíram com US$ 800 milhões ao Programa Mundial de Alimentos da ONU, para apoiar operações e beneficiar mais de 38 milhões de pessoas em 37 países.
- O aporte ocorre em meio a cortes de financiamento que reduziram as doações de cerca de US$ 10 bilhões em 2024 para US$ 6 bilhões em 2025, diante de restrições orçamentárias profundas.
- A demanda por assistência aumenta devido a conflitos, choques climáticos e instabilidade econômica, com a guerra no Oriente Médio dificultando a logística e elevando custos.
- O diretor-executivo interino do PMA, Carl Skau, afirmou que o apoio americano é oportuno em meio à necessidade de recursos.
- Mesmo com a contribuição, o PMA estima atender 110 milhões de pessoas em 2026, com orçamento de cerca de US$ 13 bilhões, mais do que o dobro dos recursos disponíveis; os cortes dos EUA são apontados como um fator da crise.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU recebeu um aporte de US$ 800 milhões dos Estados Unidos, aliviando parcialmente a queda de financiamento. A confirmação foi feita nesta quarta-feira (17), em Roma, onde o PMA tem sede.
A contribuição visa manter operações de assistência alimentar e beneficiar mais de 38 milhões de pessoas em extrema vulnerabilidade em 37 países. O montante é considerado essencial diante de restrições orçamentárias.
O reforço ocorre após meses de alerta sobre a deterioração dos recursos para o sistema humanitário. Em junho, o PMA informou grave escassez em meio ao aumento das necessidades globais.
Contexto de financiamento e desafios
As contribuições caíram de cerca de US$ 10 bilhões em 2024 para US$ 6 bilhões em 2025, segundo o PMA. Conflitos, choques climáticos e instabilidade econômica elevam a demanda por ajuda. A guerra no Oriente Médio encarece operações e atrasa distribuição.
Carl Skau, diretor-executivo interino do PMA, disse que o apoio dos EUA é oportuno em meio a necessidades superiores aos recursos disponíveis.
Apesar do aporte, o PMA projeta necessidade de US$ 13 bilhões em 2026 para atender cerca de 110 milhões de pessoas, mais do que o dobro do orçamento atual.
A redução de financiamento externo desde 2025 atinge, segundo o PMA, diversas agências da ONU e reduz operações, pessoal e beneficiários.
Mesmo com aportes pontuais, o déficit persiste, ameaçando a continuidade da assistência em dezenas de países.
*Com AFP*
Entre na conversa da comunidade