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EUA reassumem parte da ajuda e liberam US$ 800 milhões para o PAM da ONU

EUA liberam US$ 800 milhões ao PMA, beneficiando 38 milhões em 37 países, em meio a déficit que persiste para 2026

Una palestina transporta una caja de comida proporcionada por el Programa Mundial de Alimentos (PMA) el 27 de octubre de 2025 en un centro de distribución en Al Zawayda, en el centro de la Franja de Gaza
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  • Os Estados Unidos reassumiram parte da ajuda e contribuíram com US$ 800 milhões ao Programa Mundial de Alimentos da ONU, para apoiar operações e beneficiar mais de 38 milhões de pessoas em 37 países.
  • O aporte ocorre em meio a cortes de financiamento que reduziram as doações de cerca de US$ 10 bilhões em 2024 para US$ 6 bilhões em 2025, diante de restrições orçamentárias profundas.
  • A demanda por assistência aumenta devido a conflitos, choques climáticos e instabilidade econômica, com a guerra no Oriente Médio dificultando a logística e elevando custos.
  • O diretor-executivo interino do PMA, Carl Skau, afirmou que o apoio americano é oportuno em meio à necessidade de recursos.
  • Mesmo com a contribuição, o PMA estima atender 110 milhões de pessoas em 2026, com orçamento de cerca de US$ 13 bilhões, mais do que o dobro dos recursos disponíveis; os cortes dos EUA são apontados como um fator da crise.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU recebeu um aporte de US$ 800 milhões dos Estados Unidos, aliviando parcialmente a queda de financiamento. A confirmação foi feita nesta quarta-feira (17), em Roma, onde o PMA tem sede.

A contribuição visa manter operações de assistência alimentar e beneficiar mais de 38 milhões de pessoas em extrema vulnerabilidade em 37 países. O montante é considerado essencial diante de restrições orçamentárias.

O reforço ocorre após meses de alerta sobre a deterioração dos recursos para o sistema humanitário. Em junho, o PMA informou grave escassez em meio ao aumento das necessidades globais.

Contexto de financiamento e desafios

As contribuições caíram de cerca de US$ 10 bilhões em 2024 para US$ 6 bilhões em 2025, segundo o PMA. Conflitos, choques climáticos e instabilidade econômica elevam a demanda por ajuda. A guerra no Oriente Médio encarece operações e atrasa distribuição.

Carl Skau, diretor-executivo interino do PMA, disse que o apoio dos EUA é oportuno em meio a necessidades superiores aos recursos disponíveis.

Apesar do aporte, o PMA projeta necessidade de US$ 13 bilhões em 2026 para atender cerca de 110 milhões de pessoas, mais do que o dobro do orçamento atual.

A redução de financiamento externo desde 2025 atinge, segundo o PMA, diversas agências da ONU e reduz operações, pessoal e beneficiários.

Mesmo com aportes pontuais, o déficit persiste, ameaçando a continuidade da assistência em dezenas de países.

*Com AFP*

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