- Megaoperação Rota do Norte, da Polícia Civil de Roraima, prendeu treze pessoas preventivamente e duas em flagrante, com mandados cumpridos em Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.
- Ao todo, foram emitidos 25 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão; 77 alvos foram identificados entre pessoas físicas e jurídicas.
- A investigação aponta que Tren de Aragua usa Roraima como corredor para armas e pessoas, atuando no Brasil de forma ampla, com operação similar a uma empresa, sem buscar controle territorial direto.
- No Brasil, o grupo movimentou cerca de R$ 6 bilhões nos últimos dois anos; houve apreensão de mais de US$ 40 mil, drogas como metanfetamina e ecstasy, além de fuzis, metralhadoras e lança-granadas.
- A operação envolve o braço financeiro do Tren de Aragua, com líderes localizados no Rio de Janeiro e em Foz do Iguaçu (Paraná); a investigação vem desde 2019 e está ligada a ações da facção na Colômbia, Peru e Bolívia, além de ter sido alvo de ações dos Estados Unidos.
A Polícia Civil de Roraima deflagrou na terça-feira a megaoperação Rota do Norte contra a organização venezuelana Tren de Aragua. A ação visou desmantelar o braço financeiro do grupo, com mandados cumpridos em vários estados. Ao todo, 13 pessoas foram presas preventivamente e outras duas em flagrante.
Segundo as investigações, Roraima funciona como corredor para o tráfico internacional de armas do Tren de Aragua. Integrantes e parceiros teriam atuação distribuída por diversas regiões do Brasil, com forte ligação ao Comando Vermelho. O objetivo é neutralizar o crime organizado transnacional.
Operação e desdobramentos
O balanço parcial aponta 25 mandados de prisão preventiva, sendo 18 contra venezuelanos e 7 contra brasileiros. Também houve 30 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos. A polícia apreendeu mais de US$ 40 mil, carros de luxo e drogas como metanfetamina e ecstasy.
A apuração indica que o grupo movimentou R$ 6 bilhões no Brasil nos últimos dois anos. Partes do dinheiro seriam lavadas por meio de criptoativos, com a operação destacando uma atuação em formato de empresa, não apenas de facção criminosa tradicional. Os armamentos apreendidos incluem fuzis, armas de calibre 50 e lança-granadas.
Liderança e alcance
Entre os presos, há nomes apontados como líderes do braço financeiro no Brasil, localizados em um aeroporto no Rio de Janeiro e em Foz do Iguaçu (PR). Ao todo, 77 alvos foram identificados, entre pessoas físicas e jurídicas, com atuação que se estende pelo país e por países vizinhos.
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