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G7: Macron celebra apoio à Ucrânia; Lula fica insatisfeito com cúpula

Lula critica tom do G7 e diferenças com EUA e China; Brasil assina apenas três textos, sinalizando embates entre emergentes no encontro de Évian

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  • A cúpula do G7 em Évian terminou com Macron celebrando o retorno do apoio dos EUA à Ucrânia e a volta de sanções à Rússia, destacando o consenso em torno de pressionar Moscou.
  • Os nove documentos discutidos foram acomodados ao gosto dos EUA, o que gerou críticas de países convidados, entre eles o Brasil, quanto ao ritmo e aos resultados.
  • O Brasil assinou três dos oito textos, relacionados à proteção de menores no ambiente digital, ao combate ao tráfico de drogas e ao câncer; a Índia recusou a maioria dos documentos.
  • Lula criticou o tom sobre a China e pediu crescimento global que beneficie o Sul Global; Macron afirmou que não há G7 antichinês, apenas objetivo de reduzir dependências sem conflito.
  • Lula manteve encontro bilateral com Volodymyr Zelensky, descrevendo a conversa como a melhor já Holds, e disse que voltaria a ligar para os membros do Conselho de Segurança da ONU para buscar paz.

O G7 encerrou sua cúpula em Évian com a França destacando supostos ganhos para a Ucrânia e a volta de sanções a Moscou, após três dias de reuniões entre 15 chefes de Estado. O encontro contou com a participação de Brasil, Índia, Quênia, Egito e Coreia do Sul como convidados. A ideia era alinhar posições sobre crises internacionais, mas as diferenças entre os blocos ficaram evidentes.

Para Paris, houve apoio à reativação das pressões sobre a Rússia, incluindo sanções adicionais, entre avanços nas negociações com o governo de Volodymyr Zelensky e a retomada de medidas contra o petróleo russo. Macron argumentou que o status de anfitrião permitiu fomentar acordos que, segundo ele, fortalecem a Ucrânia e o papel do G7 no cenário global.

Do lado de fora, a percepção brasileira foi de insatisfação com o ritmo e o conteúdo das deliberações. O presidente Lula avaliou que os convidados entraram com documentos já aprovados pelo G7, o que teria limitado a participação de propostas dos demais países. O balanço do Brasil aponta adesão muito limitada a textos comuns.

Brasil participa de forma crítica

Lula afirmou que apenas três dos oito textos assinados no evento contaram com apoio do Brasil, Índia, China e outros não membros. Entre os temas aprovados, estavam proteção de menores no ambiente digital, combate ao tráfico de drogas e ao câncer. A participação de outros convidados foi semelhante, com resistência a várias declarações.

Núcleo de discordâncias girou em torno da China e de políticas macroeconômicas globais. O Brasil criticou o papel do país asiático nos investimentos internacionais e no aproveitamento de minerais críticos. O presidente ressaltou a importância de ampliar o consumo mundial para reduzir dependências entre norte e sul global.

Encontro de Lula com Zelensky

Ao final da pauta oficial, Lula manteve encontro bilateral com Zelensky. O brasileiro descreveu o diálogo como o mais produtivo que já manteve com o líder ucraniano e afirmou que Zelensky demonstrou disposição para buscar uma solução de paz. Lula afirmou ainda que vai contatar membros do Conselho de Segurança da ONU para incentivar a busca por cessar-fogo.

Segundo o presidente brasileiro, o objetivo é promover um retorno de negociações mais amplo e incluir atores internacionais na tese de paz. A reunião ocorreu à margem das atividades oficiais do G7 em Évian, na França, e foi dirigida a buscar caminhos para uma solução que conte com o aval de grandes potências.

Perspectivas para o futuro

O encontro destacou a divisão entre países desenvolvidos e emergentes em relação a soluções para a guerra na Ucrânia. Enquanto os anfitriões defendem um retorno de sanções e maior coesão ocidental, os convidados pedem equilíbrio de interesses, maior participação de países do Sul e abordagens com foco em desenvolvimento econômico.

O G7 não estabeleceu um calendário de ações conclusivas, e a impressão geral foi de continuidade de debates, com resultados que devem influenciar próximas cúpulas e negociações multilaterais. A imprensa acompanhou a conclusão do encontro e a repercussão entre governos e blocos regionais.

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