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G7 propõe limitar participação da China a 60% em terras raras

G7 estabelece meta de limitar a China a no máximo 60% das importações de terras raras até 2030, com objetivo de chegar a 50% o mais rápido possível

Países do grupo também prometeram definir metas para outros minerais críticos
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  • O G7 definiu que nenhum país deverá responder por mais de 60% das importações de terras raras e ímãs permanentes até 2030, para diversificar fornecedores.
  • Após 2030, a meta é reduzir a dependência ainda mais, buscando chegar a 50% da exposição o quanto antes; metas para outros minerais críticos devem sair até o fim do ano.
  • Os líderes também avaliaram cotas em setores industriais e criaram uma plataforma para ampliar a oferta por meio de reciclagem e novos projetos de mineração.
  • Um integrante do grupo afirmou que houve consenso sobre a necessidade de diversificar fornecedores de minerais críticos para reduzir vulnerabilidades na cadeia de suprimentos.
  • O contexto envolve o domínio da China sobre grande parte da cadeia de terras raras, com controles de exportação recentes, o que impulsiona esforços para reduzir a dependência externa.

O Grupo dos Sete (G7) definiu uma meta para reduzir a dependência de terras raras da China. Até 2030, nenhum país isoladamente deverá fornecer mais de 60% das importações desses minerais e ímãs permanentes. A ideia é diversificar fornecedores e fortalecer cadeias de suprimento.

A decisão foi anunciada pelos líderes do G7 durante a cúpula em Evian, na França. O compromisso também prevê reduzir a participação da China para 50% o quanto antes, após 2030, com metas adicionais para outros minerais críticos até o fim deste ano.

Para além das terras raras, o grupo quer estabelecer metas específicas para outros minerais críticos e explorar cotas em setores industriais, incluindo defesa. Também foi anunciada a criação de uma plataforma para ampliar oferta por meio de reciclagem e novos projetos de mineração.

Contexto e contexto internacional

A China manteve controle significativo sobre o refino de minerais críticos, com participação estimada em torno de 70% para muitos deles, conforme relatório da AIE de 2025. Em certos materiais, o domínio chega a 85% no caso do cobalto processado e a 99% para o galio primário.

O anúncio ocorre em meio a tensões globais com a China e à necessidade de evitar vulnerabilidades em cadeias de suprimentos. Países membros do G7 e parceiros têm discutido caminhos para reduzir dependência sem interromper a produção industrial.

Brasil e outros mercados

Especialistas ressaltam que, mesmo com cooperação, ampliar produção global exige alto capital, tecnologia e tempo. A transição também envolve considerações ambientais, custos de mineração e impactos regulatórios que podem atrasar o alcance das metas.

Observa-se, ainda, que o Japão, historicamente dependente de terras raras chinesas, já tem histórico de diversificação, mas ainda importa grande parte de seus materiais críticos. A diversificação é vista como facilitadora de maior resiliência em cadeias produtivas.

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